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wQuinta-feira, Setembro 30, 2004


O que é o Culto do Evangelho no Lar


"Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei".
Jesus (Mateus, 18:20)

Trata-se do estudo do Evangelho de Jesus em reunião familiar. O Culto do Evangelho no Lar, realizado no ambiente doméstico, é precioso empreendimento que traz diversos benefícios às pessoas que o praticam.
Permite ampla compreensão dos ensinamentos de Jesus e a prática destes, nos ambientes em que vivemos. Ampliando-se o conhecimento sobre o Evangelho, pode-se oferecê-lo com mais segurança a outras criaturas, colaborando-se para a implantação do Reino de Deus na Terra.
As pessoas, unidas por laços consangüíneos, compreenderão a necessidade da vivência harmoniosa e, dentro de suas possibilidades, buscarão, pouco a pouco, superar possíveis barreiras, desentendimentos e desajustes, que possam existir entre pais e filhos, cônjuges e irmãos.
Através do estudo da reencarnação, compreenderão que, aqueles com quem dividem o teto, são espíritos irmãos, cujas tarefas individuais, muitas vezes, dependerão da convivência sadia no ambiente em que vieram a renascer.
Quando o Culto do Evangelho no Lar é praticado fielmente à data e ao horário semanal estabelecidos, atrai-se para o convívio doméstico Espíritos Superiores, que orientam e amparam, estimulam e protegem a todos.
Conta o espírito André Luiz que na primeira vez que veio à terra depois de desencarnado, cada vez que se aproximava se sentia cansado, pelas vibrações pesadas. Ao aproximar do Rio de Janeiro, viu muitos pontos luminosos no meio da escuridão e, perguntou ao espírito que o acompanhava o que eram aqueles luzes? E o espírito informou que aqueles pontos luminosos eram as casas em que se praticavam o Evangelho no Lar e são os locais onde os Espíritos iluminados se dirigem.
A presença de Espíritos iluminados no Lar afasta aqueles de índole inferior, que desejam a desunião e a discórdia. O ambiente torna-se posto avançado da Luz, onde almas dedicadas ao Bem estarão sempre presentes, quer encarnadas, quer desencarnadas.
As pessoas habituadas à oração, ao estudo e à vivência cristã, tornam-se mais sensíveis e passíveis às inspirações dos Espíritos Mentores.
Não importa o credo que você professe, mas realizar o Evangelho no Lar, pelo menos uma vez por semana, é imprescindível.
Há quem diga que o lar que adquirir este hábito significa acender uma luz em interação com Deus.
As entidades infelizes chegam a sentir verdadeiros choques ao tentarem se intrometer nesses lares.
Contudo, nem todas as famílias se aperceberam da magnitude desse trabalho ou, se o realizam, não o fazem com a seriedade, simplicidade e responsabilidade que ele requer. Assim que, não se compenetrando e nem tendo a persistência necessária, não conseguirão lograr todo o bem que ele produz.
Essa higiene espiritual do lar deverá ser buscada diariamente. Fazemos a higiene física todos os dias e nos esquecemos de realizar a psíquica. O fluxo de energias da prece deve ser reativado cotidianamente, porque não podemos esquecer o nível mental e espiritual, não só do mundo em que vivemos, mas também de nós próprios. Necessitamos da realimentação vibratória para manter o nosso psiquismo estabilizado e, muitas vezes, isso começa com a singeleza de uma prece.
O Evangelho, dizem os espíritos amigos, dá equilíbrio ao coração. Necessitamos, talvez, não apenas aprender seu conteúdo sob o prisma do intelecto, mas sim sob as luzes do sentimento.
Abrindo o coração para o exame detalhado de seu ensino, absorveremos melhor sua essência dadivosa e obteremos o equilíbrio da nossa alma.
Quando uma família ora em casa, toda a rua recebe o benefício da comunhão com o Alto.
Se alguém num edifício de apartamentos, alça aos Céus a prece da comunhão em família, todo o edifício se beneficia, qual lâmpada ignorada, acesa na ventania.

ROTEIRO PARA A REALIZAÇÃO DO EVANGELHO NO LAR
-Escolher um dia e uma hora por semana e convidar todos da família; se não puderem ou não quiserem participar, faremos sozinhos - só fisicamente -, na certeza de que Jesus se fará presente através de seus mensageiros.
- Início da reunião: prece simples, espontânea, de maneira que o coração fale mais alto do que as palavras.
- Leitura de O Evangelho segundo o Espiritismo: Lido sempre de forma seqüente e metódica.
Começar desde o "Prefácio", lendo um item ou dois, sempre em seqüência. Desaconselha-se a sua leitura abrindo o EVANGELHO ao acaso, evitando-se assim, criar crendices supersticiosas, de que assim procedendo, os espíritos abrem na página apropriada para quem o abre, ou para os presentes, pois sabemos que em todas as demais páginas, nos advertem e nos orientam com toda objetividade.
Lembremo-nos de que a Reunião Evangelho no Lar visa possibilitar-nos maiores conquistas morais e espirituais, conseguimos mais facilmente a nossa reforma íntima, através do estudo do EVANGELHO, o que facilita expurgar de nós as crendices e as superstições que ainda nos acompanham e que tanto nos tem prejudicado.
A Reunião Evangelho no Lar deve revestir-se da maior simplicidade, sem uso de qualquer forma exterior, o que daria um cunho de liturgia e de ritual, incompatíveis com o ensino de Jesus e da Doutrina Espírita.
-Comentários sobre o texto lido: Comentar não é discutir, e sim expor o pensamento de cada um, da maneira que entendeu. Todos devem participar, ser breves.

-Vibrações: Efetuar o recolhimento interior e emitir pensamentos e sentimentos elevados em favor dos que sofrem e para harmonização dos lares desajustados. Vibrar para o próprio lar, mentalizando paz, harmonia, saúde e muita luz.
-Em pensamento e coração, converse com Jesus: Jesus, cada um de nós tem um pedido a te fazer, a fim de receber orientação necessária e amorosa que é a tua iluminação a todos nós". (Faz-se silêncio; depois, volta-se ao normal)
-Prece de encerramento: prece simples, espontânea, de gratidão por todas as bênçãos recebidas.

"Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo."



postado por Nelson as 8:29 AM


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wTerça-feira, Setembro 28, 2004


Como melhorar o mundo?


Essa história ouvi domingo na rádio Boa Nova, o programa não lembro e ontem no Centro Espírita. Enredo eram diferentes, mas a mensagem a mesma.

Conta que um jornalista recebeu a incumbência de escrever uma matéria: Como melhor o mundo. Já era fim de expediente, pegou os materiais necessários e levou para fazer em casa.
Em casa após jantar foi fazer a matéria. Mas o filho ficava conversando, perguntando sobre vários assuntos e não permitia que ele focasse sobre a matéria. Então vendo uma foto de um mapa mundi em uma folha de jornal, picotou em várias pequeninhas peças, chamou o filho falou para ele ir montando o quebra-cabeça. Pronto! Ele teria um pouco de sossego.
Mas para sua surpresa, não passou muito tempo o filho, chamou: "Pai! terminei".
Ele espantado perguntou: "Mas filho, como conseguiu montar assim tão rápido!".
E o filho respondeu:
-Papai... eu percebi que no verso havia as partes de um homem e montando o homem, montei o mundo.

A resposta é esta : Construir o homem para construir o mundo. Sem mudar o coração do homem não se conseguirá melhorar o mundo. Como o menino não conhecia o mapa "mundi", começou a montar o homem. Para reconstruir o mundo é preciso primeiro reconstruir o homem.

postado por Nelson as 11:23 AM


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Conhecendo um CENTRO ESPÍRITA


Parte 1


Estamos muito felizes com sua visita. Esperamos que seja a primeira de muitas oportunidades em que possamos compartilhar de tudo aquilo que esta casa, o nosso Centro Espírita, tem para nos oferecer, sem nada exigir em troca.
O Centro Espírita é uma instituição cujo objetivo é levar para todos, sem distinção de raça, crença religiosa ou política, a consolação e o esclarecimento fundamentados na filosofia, ciência e religião, contidos nos ensinamentos organizados por Allan Kardec.
Já que esta é sua primeira visita, vamos esclarecer algumas dúvidas para que você possa abrir a porta, confiante, deixando de lado algumas idéias concebidas erroneamente, criadas pela imaginação daqueles que desconhecem o Espiritismo.
Muitos pensam e acreditam, por terem recebido informações distorcidas, que Espiritismo, Umbanda, Candomblé, Quimbanda etc. é tudo igual.
Queremos deixar bem claro para você que está nos visitando que há grandes diferenças entre o Espiritismo e as demais crenças espiritualistas. A única coisa que todas têm em comum é o fato de estabelecerem contato com espíritos desencarnados, fora isso são bem diferentes.
O Espiritismo surgiu na França, no século passado, com o lançamento de O Livro dos Espíritos, organizado por Allan Kardec com a ajuda de espíritos de grande moral. No Espiritismo não há rituais, não há adoração de imagens e não são feitos "trabalhos".
O objetivo primeiro do Espiritismo é esclarecer as pessoas quanto às questões que envolvem o Espírito, suas angústias, suas dores, seu futuro, seu passado, para onde ele vai, de onde ele veio e assim por diante. É uma doutrina de tríplice aspecto: ciência, filosofia e também religião. Como não é nosso objetivo esclarecer tudo nesse momento, caso você queira se aprofundar no assunto, recomendamos a leitura dos livros de Allan Kardec. Não se preocupe, não estamos fazendo proselitismo nem queremos transformar você em espírita, nosso desejo sincero é que você nos conheça e nos entenda melhor.
Podemos continuar então? Vamos em frente.

NA RECEPÇÃO

Como está assinalado na placa à entrada da nossa casa, temos um calendário de atividades. Hoje é o dia de recebermos assistência espiritual. Como pode ser visto, no nosso salão não há imagens, estátuas, velas nem incensos, nenhum ritual de iniciação para aquele que chega pela primeira vez ou para quem quer que seja. Como você ainda se sente um estranho nesse ambiente, nos diz: "É a primeira vez que venho até um Centro Espírita, gostaria de conhecê-lo melhor". A resposta é, ao mesmo tempo, educada, atenciosa e carinhosa, convidando-o para ouvir algumas palavras sobre O Evangelho - é isso mesmo, O "Evangelho de Jesus" e, logo em seguida, receber um passe "transmissão de energias salutares, reconfortantes" e beber um pouquinho de água fluidificada. Para você tudo isso é novidade, não é? Mas nós vamos explicar direitinho do que se trata.
Gostou da acolhida? Ótimo.
Enquanto você aguarda a palestra, que tal passear um pouco pela casa?

NA LIVRARIA

Quantos livros! Dispostos de forma convidativa, ao lado da recepção, a livraria Espírita. Ponto de encontro de todos aqueles que estão buscando levar para casa literatura sadia, que faz bem para o espírito e, portanto, para o corpo físico. Aqui nós temos as obras básicas do Espiritismo. O Livro dos Espíritos: foi com o lançamento desse livro que se iniciou a Doutrina Espírita. O termo Espiritismo foi criado por Allan Kardec, referindo-se à doutrina da qual seria o codificador e que ordenou de forma didática e pedagógica, já que ele era um conceituado pedagogo da época. Há outro autores de grande importância para o entendimento do Espiritismo. Pode folhear à vontade. Livraria é para isso mesmo, para que nós possamos ter um contato direto com o livro, levar aquele que chama mais a nossa atenção e que nos toca com sua mensagem.
Quem não gosta de uma história bem contada, de enredo atraente, onde se possa aprender algo novo e ao mesmo tempo repleta de passagens que nos falam de perto às nossas próprias dificuldades e problemas? No romance espírita encontramos muito de nós mesmos, das nossas dúvidas respondidas pela ação que envolve os seus personagens. Essa literatura tem origem, em grande parte, em narrações feitas por Espíritos com grande bagagem moral, intermediados pelo médium. O médium, como sugere o nome, é o medianeiro do plano espiritual. É a criatura dotada da possibilidade de servir como intérprete dos espíritos. É o caso de Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho e muitos outros. Realizam verdadeiras reportagens do outro lado da vida. Segundo muitos espíritas, trata-se de livros que permitem ampliar a visão daqueles que estão iniciando nas questões da vida espiritual. Há muitos outros livros, todos repletos de mensagens de esperança, consolação e esclarecimento. Vamos continuar nosso passeio pelo Centro Espírita?

NA ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

Esse é o salão principal da nossa casa. Nele são realizadas as palestras espíritas, tomando-se por base O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Espíritos e as demais obras de Allan Kardec. Durante a palestra, os amigos espirituais, mensageiros de Jesus, estão ao nosso lado, buscando nossas necessidades principais e nos auxiliando segundo a nossa fé e merecimento. A sessão é aberta com uma prece, aquela que Jesus nos ensinou: o Pai-Nosso. Um dos trabalhadores da casa é convidado a pronunciá-la em voz alta, e todos os demais o acompanham silenciosamente, em pensamento. Depois da prece, o dirigente da reunião, no espaço dedicado aos avisos, apresenta breve explicação sobre o trabalho espiritual que será realizado e transmite alguns avisos da Diretoria, convidando-nos para outros eventos e campanhas de alcance social, lembrando-nos sempre da necessidade de comparecermos com assiduidade à casa espírita e praticar os ensinamentos ali recebidos.
Convidado pelo dirigente da reunião, levanta-se o palestrante do dia, apresentado-se com muito respeito, mas informalmente, saudando a todos com uma afirmação positiva. Ele faz uma breve palestra sobre o Evangelho, com base na visão espírita, situando as questões em nossa rotina diária. A linguagem do expositor "é assim que chamamos o orador espírita" fala de perto a algumas questões que nos dizem respeito. Seu tom de voz é calmo, mas confiante e envolvente. Não pretende, com suas palavras, dar lições de moral ou fazer um sermão. Situa-se, ele mesmo, como um daqueles que precisam, igualmente, atentar sobre o que está sendo exposto. A lição é para todos, mas aquele que fala está mais próximo de ouvir e entender o que deve pôr em prática. Aquela parábola de Jesus, que nos parecia tão difícil de entender, de repente é clareada pela explicação do expositor. O tempo passa rápido, finda a apresentação, o palestrante agradece a atenção de todos e continua presente, sentando-se ao lado de outros trabalhadores, que, igualmente tranqüilos, participam de boa vontade da tarefa.
Nesse instante, o dirigente retoma a palavra, pedindo a todos que mantenham o silêncio da prece e aguardem o momento da chamada para o passe, o qual será transmitido pelos médiuns que se encontram na sala ao lado. Avisa que o médium é apenas um intermediário dos mensageiros de Jesus, espíritos de elevação moral que se utilizam do seu equipamento físico para transmitirem o passe. Explica que o passe nada mais é do que uma transfusão de fluidos benéficos que vão nos dar nova disposição física e espiritual. Fique tranqüilo! Vamos entrar juntos na câmara de passe. É uma sala comum. Não há nada além das cadeiras "enfileiradas, possibilitando um atendimento homogeneizado e coletivo" e dos médiuns, criaturas que se apresentam como nós, com simplicidade, concentradas na tarefa que vão realizar.
De frente para a cadeira onde estamos sentados, o médium nos convida, em voz baixa e respeitosa, a pensar em Jesus. Mentalizando a imagem do Divino Amigo, sentimos a serenidade e a energia que recebemos, por intermédio do médium. Em questão de poucos instantes, somos convidados a levantar, ao ouvir a expressão "graças a Deus". Está encerrada aquela etapa. Somos encaminhados de volta ao salão principal, não sem antes passar por uma mesa onde são depositados copos descartáveis que contêm água fluidificada. Essa água é portadora de fluidos invisíveis aos olhos físicos, especialmente direcionados por meio dos Espíritos para o benefício de todos. Não somos obrigados a tomar a água, mas o clima é tão tranqüilo, o ambiente tão reconfortante e seguro, que ninguém se recusa a servir-se dela. Dali, retornamos ao salão de reuniões. Aquelas imagens místicas e exóticas que estavam em sua mente não corresponderam à realidade do Espiritismo, não é? Ótimo. Você recebeu o passe à luz do dia, aplicado por médiuns bem-intencionados, sabedores de que são apenas e tão-somente ferramentas do Pai Celestial. Transmitem de graça aquilo que de graça receberam. Não há mistérios. O Espiritismo trabalha com a força do pensamento direcionado para o bem.
De volta ao auditório, vamos participar das vibrações. Nesse instante, o dirigente agradece a Deus pela oportunidade que todos tivemos de receber a caridade divina e nos convida, nós que tanto recebemos, a doar um pouco do amor presente em nosso coração. É o momento das vibrações. Um trabalhador da casa é convidado a ler o roteiro preparado com antecedência, o que faz com muito sentimento, pedindo a todos que o acompanhem em pensamento. Nessa leitura são mencionados aqueles que sofrem, os trabalhadores do bem, os nossos familiares, entre outros.Nossa parte é simplesmente direcionar nosso sentimento de piedade e amor para aqueles que estão sendo lembrados. Vibração é assim: em pensamento, direcionamos nossas melhores energias, impulsionando-as pelo sincero desejo de auxílio em favor do próximo. Fácil? Sem dúvida, mas muito importante. Quantos são beneficiados a distância por essa projeção de amor, invisível aos olhos físicos, mas sensível às percepções espirituais.
Já estamos chegando ao final da nossa reunião.

O MENTOR

Um médium é convidado a receber o mentor. Mentor é o instrutor espiritual, aquele que muitos conhecem por guia ou anjo da guarda. O significado é o mesmo, porém revestido da realidade de que ali se manifesta um espírito de moral elevada, sem o corpo físico, mas criatura igual a nós, um irmão de maior entendimento das leis divinas, valendo-se da mediunidade para nos transmitir conhecimento. A manifestação é calma, o médium mantém a serenidade, muda ligeiramente o tom de voz e a maneira de falar, ganhando uma conotação diferente daquela que habitualmente caracteriza sua conversação, porque assume as características do espírito comunicante. As palavras do espírito revestem-se de muita seriedade, consolando, esclarecendo, em tom fraterno e respeitoso; não menospreza nem acusa, em momento algum, quem quer que seja. São breves instantes pontuados de muita sabedoria, que servem de alerta para todos os participantes da reunião. O mentor se despede, recebendo o agradecimento fraterno do dirigente da reunião. O médium retoma o seu lugar silenciosamente, envolvido pelo carinho de todos.

A PRECE FINAL

Nesse momento, no final da reunião, um dos voluntários é convidado a formular a prece de despedida, a qual acompanhamos em pensamento. O dirigente agradece, lembrando a necessidade da presença de todos na próxima semana. Retiram-se do ambiente, sentindo-se aliviados de uma carga pesada, da qual se desvencilharam. Nesse momento podemos lembrar as palavras de Jesus: " Vinde a mim vós todos que estais em sofrimento e vos acheis carregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis repouso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Mateus, 11: 28-30.

O ESCLARECIMENTO

Mais confiante? Já apagou aquela imagem negativa sobre as reuniões espíritas? Ótimo! Aproveitando, como dissemos antes, mais uma lembrança: não existe Espiritismo de mesa branca, baixo Espiritismo, alto Espiritismo ou Espiritismo de terreiro. Sem menosprezar ou questionar outras seitas e religiões, que entendemos como degraus de aprendizado para nos religar a Deus quando praticam o bem e a caridade, o Espiritismo é único, contido nas obras básicas da codificação recebidas a partir de 1857, trabalho coordenado por Allan Kardec. Desse ponto de vista, o Espiritismo, como religião, abraça o Cristianismo, sendo dele a mensagem rediviva, resgatando os ensinamentos de Jesus desvinculados das deturpações que sofreu ao longo dos séculos. No Espiritismo não há dogmas, rituais, sacrifícios, batismos, celebrações, palavras mágicas, incensos, velas, sacerdotes, altares etc. A expressão "kardecista" ou "kardecismo" é igualmente sem fundamento, porque Allan Kardec, em momento algum, desejou ser seguido de forma personalista, ou mesmo ser cultuado como líder religioso. O Espiritismo, como aprendemos, pertence, como doutrina, aos espíritos. O movimento espírita é realizado por nós, na prática daquilo que está prescrito nos ensinamentos recebidos.
Vamos continuar? Sobre a assistência espiritual, mais alguns esclarecimentos se fazem necessários.
Assistindo a uma palestra pública, como a que acabamos de ver, aquele que comparece pela primeira vez à casa espírita recebe a caridade dos Espíritos, ganhando impulso novo e ânimo renovado para continuar empenhado na solução de suas questões pessoais. Poderá receber, se for seu caso, um esclarecimento para você, direcionado para o seu caso particular, sendo conduzido "se necessário" a uma assistência espiritual adequada. Influenciados por espíritos ignorantes e sofredores, somos vítimas da obsessão em nossa invigilância espiritual. Segundo Kardec, trata-se da ação maléfica de um Espírito desequilibrado que se aproveita de uma fase que, por razões diversas, encontramo-nos enfraquecidos. Uma das razões da vacilação da nossa força interior é o apego a hábitos negativos, dos quais todos nós "mais ou menos" ainda somos portadores, e que atraem a companhia de espíritos que se comprazem nessa sintonia viciosa, causando-nos perturbações e desequilíbrio.

DESOBSESSÃO

No Centro Espírita há voluntários preparados para a tarefa de entrevistar a pessoa com problemas de obsessão, esclarecendo-a com base nos conhecimentos espíritas. Na câmara de passe é realizada a assistência espiritual, direcionada para a cura do assédio espiritual. Esse trabalho é realizado sem se recorrer a rituais. Fundamentado no Evangelho, inicia-se o trabalho de desobsessão, envolvendo com muito carinho "e disciplina" a ambos, obsediado e espírito obsessor. Palestras, passes, água fluidificada, incorporação dos espíritos sofredores que acompanham o assistido "na intenção de esclarecê-los e encaminhá-los para um posto socorrista na espiritualidade" essa é a terapia espírita, que esclarece tanto aqueles que se encontram no corpo físico quanto aqueles que estão no plano espiritual. Os resultados serão mais produtivos quando o assistido dispor-se, com determinação, a renovar seus hábitos, desvinculando-se de sentimentos e pensamentos negativos e viciosos.
Para atender gestantes, crianças e jovens, o Centro Espírita desenvolve sessões especialmente dirigidas em que a tônica da palestra é adequada às situações que são vivenciadas por esses nossos irmãos. Os passes são igualmente direcionados às necessidades dos assistidos.

NA ESCOLA ESPÍRITA

Amai-vos e instrui-vos. Nessa afirmação espírita está contida a filosofia da escola espírita. Em outra sala, num recinto bem menor do que o nosso salão de palestras, você pode ver o ambiente de aprendizado: lousa, carteiras, material didático, retroprojetor, livros, cadernos etc. Nele é ministrado o Curso Preparatório de Espiritismo, no qual os alunos são motivados a estudar O Livro dos Espíritos. Os cursos são ministrados por expositores, trabalhadores voluntários que seguem uma programação didática e são encarregados de dar as aulas de forma interativa, motivando os participantes, valendo-se de vários recursos pedagógicos.
As aulas são iniciadas sempre com uma prece, seguida de leitura de um texto de autor espiritual sobre o qual o expositor, no final, faz observações pertinentes, conforme sua interpretação. Adota-se um livro-texto, no qual, de forma resumida, os temas são apresentados para facilitar o entendimento do aluno. Não há notas na escola espírita nem são exigidos diplomas acadêmicos para dela participar. Exigem-se apenas atenção, boa vontade para aprender, a leitura dos textos recomendados e... reforma íntima, ou seja, esforço para modificar nossos sentimentos e comportamento de acordo com os ensinamentos de Jesus. Há lugar para todos. Não há cobrança de matrícula, taxa ou mensalidade. Os alunos são convidados a participar dos trabalhos da casa e de sua ação social, segundo suas possibilidades individuais e tempo disponível. No final, vibrações e prece de despedida.
Seguindo nossa explanação, há outros cursos em nossa casa espírita: o básico, aprendizes do Evangelho, mediúnico. Para aqueles que desejam trabalhar como oradores e palestrantes, há o curso de expositores. Há também o curso de passes, de entrevistador, doutrinador, dirigente de reunião e da parte prática da escola mediúnica.
Em alguns Centros Espíritas há ainda o ensino fundamental atende à grande missão do Espiritismo, que é esclarecer. Em outros Centros são organizadas turmas nas quais são ministradas aulas de alfabetização de adultos ( para aqueles que não tiveram oportunidade na infância e juventude de freqüentar uma escola regularmente e que sentem vontade de ter acesso aos textos e conhecer o maravilhoso e esclarecedor mundo dos livros ). São muitas as oportunidades de entendimento das questões que envolvem nossa existência física e espiritual. No Espiritismo, a abençoada escola da ciência, da filosofia e da religião impulsiona nosso coração e mente a alturas maiores de entendimento, que vão modificar - para melhor - o curso de nossa vida.

continua



postado por Nelson as 8:05 AM


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Conhecendo um CENTRO ESPÍRITA


Parte 2


NA ASSISTÊNCIA SOCIAL
Se um dia você estiver visitando um Centro Espírita e sentir no ar um aroma delicioso de comida, não se espante, trata-se da sopa fraterna, preparada com muito carinho para aqueles nossos irmãos que, momentaneamente, buscam nossa casa apenas para sustentar o corpo físico combalido, além de ouvirem também uma oração e alguns comentários sobre o Evangelho. Se você quiser, não precisa se acanhar, entre no refeitório. Ele é humilde, mas muito funcional. Numa salinha no fundo funciona um pequeno ambulatório, onde um médico voluntário receita medicamentos que são fornecidos sem custo nenhum para quem vai buscá-los. Há as enfermeiras voluntárias, que fazem curativos e aplicam injeções. Todos são atendidos. Esses irmãos que vêm buscar auxílio estão cursando a escola abençoada da dor. Cabe a nós participar, auxiliando, sem nada exigir em troca e sem julgá-los, cursando, por nossa vez, a escola do amor...
Uma vez por mês um colaborador voluntário, que é cabeleireiro, apresenta-se para cortar o cabelo dos assistidos, que recebem também vestuário doado para suprir suas necessidades. No inverno, todos ganham um cobertor para suportar o frio. Cadastramos todas as famílias; para isso são providenciadas as fichas com nomes e endereços das que necessitam receber uma cesta básica mensal que as auxiliará provisoriamente, enquanto ganham força para recuperar-se socialmente. Muitos são encaminhados para serviços rudes que os auxiliam quais os amparam com alguns recursos financeiros os quais contribuem, acima de tudo, para lhes devolver a dignidade e o amor-próprio. Esse apoio é realizado por uma equipe que supre, igualmente, as necessidades espirituais dos necessitados. A assistência social é precedida por uma prece e breve estudo do Evangelho. Não há nenhuma preocupação em formar seguidores do Espiritismo, mas em levar a todos o consolo, a resignação e a força para superar o momento difícil pelo qual estão passando. Tudo aquilo que distribuímos é doado pelos freqüentadores da casa, moradores das imediações, sensibilizados pela nossa iniciativa. Aquele senhor que está lavando os pratos, por exemplo, é o gerente da nossa agência bancária. Aquela senhora que está esfregando o chão é professora aposentada e sente-se muito feliz em realizar tarefas consideradas humildes pela sociedade.

INFÂNCIA, MOCIDADE E JUVENTUDE

Estamos felizes com sua disposição de continuar essa caminhada pelo nosso Centro Espírita... Vamos conhecer a sala onde se reúnem nossos jovens e crianças. Estão tão envolvidos em suas tarefas que nem vão notar nossa presença. Estão desenhando, passando para o papel as imagens dos ensinamentos de hoje. A expositora, preparada para essa tarefa a qual exerce com muito amor, apresentou uma passagem do Evangelho, valendo-se de linguagem simples, adequada aos pequeninos, procurando neles despertar o desejo sincero de praticar o bem. E parece que foi bem-sucedida!

EVENTOS

A área de infância, mocidade e juventude divide-se por faixas etárias. Tanto para os pequeninos, que rabiscam e brincam com tanta alegria, quanto para os maiorzinhos e mesmo para os adolescentes são dirigidos programas pedagógicos estruturados por aqueles que, no magistério, exerceram funções de planejamento e direção. Direcionando adequadamente os ensinamentos espíritas, tendo por objetivo dar fundamento moral aos jovens, estamos plantando um futuro melhor para nossa sociedade. Eventos da área reúnem os jovens nas férias e em outras ocasiões, nas quais eles mesmos coordenam dinâmicas de grupos e debates, sempre assistidos por monitores, que os acompanham de perto, não perdendo de vista a necessidade de ampará-los no esclarecimento de dúvidas e na execução das tarefas. Quando alcançam a idade adulta, são convidados a participar dos cursos da casa, começando pelo preparatório. São aqueles nossos irmãos conduzidos para a doutrina pelo amor. Muitos deles são médiuns e recebem, já na infância, o aprendizado e a proteção que vão poupá-los de muitos dissabores e inconvenientes.

NA BIBLIOTECA

Os livros são encapados, catalogados e ficam dispostos nas estantes de modo a facilitar a leitura das pessoas que não podem comprar. Elas retiram os livros de que necessitam na biblioteca circulante, devolvendo-os no prazo determinado. Não custa nada apresentar um comprovante de residência, documento de identidade e pronto: leva os ensinamentos do Espiritismo para a casa sem despesa nenhuma.
Vamos falar um pouco sobre doação. Não são apenas as editoras que doam livros para as casas espíritas. Algum tempo atrás desencarnou um dos voluntários da casa que fazia da leitura seu lazer favorito. Os amigos freqüentavam sua casa pelo simples prazer da boa conversa. O anfitrião abria livros, copiava trechos, ilustrando seus esclarecimentos em base firme, ali comprovada. Isso quando não emprestava ou mesmo presenteava o visitante com a obra consultada. Pois é, depois do seu retorno para a pátria espiritual, a sala dos debates do nosso amigo foi respeitosamente fechada por sua família e os livros... esquecidos na estante. Alguns meses depois, surpresa! Por meio da psicografia recebemos um recado do amigo desencarnado, que pedia aos seus familiares que doassem sua biblioteca, agora esquecida, para nossa casa espírita! Segundo seu filho, foi fácil reconhecer o pai nas linhas e entrelinhas da mensagem psicografada, tanto pelas expressões de que se valia na intimidade familiar, as mesmas ali utilizadas, quanto na energia que empregava para motivá-los a praticar o bem. O comentário do herdeiro foi um só: ¿Por que nós não pensamos nisso antes?¿ O Centro Espírita não vive apenas de doações de livros, eles aceitam de tudo, desde que esteja em bom estado. De que adianta receber coisas que não servem, não é? Fogão, geladeira, vitrola, patins, bolinha de gude etc. Se você tiver alguma coisa que não está usando, mas que esteja funcionando, e que parece não servir para você, lembre-se: servirá sempre a alguém que precisa.
A biblioteca faz parte da nossa área de divulgação. Companheiros dedicados a essa tarefa organizam reuniões, seminários, simpósios espíritas, sempre em conjunto com outras casas e entidades federativas, trazendo para todos nós a experimentação alheia, novidades, palestrantes especializados em vários temas, filmes. Esse mesmo pessoal edita um boletim mensal pelo qual são transmitidos esclarecimentos, convites e divulgados artigos de interesse geral, sempre sobre os ensinamentos espíritas, que colaboradores fornecem ou que são transcritos de jornais e revistas espíritas. Nossos companheiros, divulgadores, providenciam elaboração de cartazes, faixas, folhetos, volantes, sempre com a intenção de ampliar o alcance do ensinamento doutrinário, levando a todos a possibilidade de um consolo que apreendemos pelo nosso próprio raciocínio e não por dogmas, que nada mais são do que ¿pratos feitos¿ impostos por muitas religiões. Cuidam também dos murais de avisos, dispostos pela casa, onde são afixados memorandos, convites, mensagens dos espíritos comunicantes e tudo aquilo que possa interessar ao nosso trabalho voltado para o bem. Esse procedimento evita aquela poluição visual provocada por papéis colados nas paredes ao acaso, estragando a pintura e dispersando a atenção das pessoas.

NAS OFICINAS

Nosso passeio está quase chegando ao final. Vamos até aquele galpão, lá fora? Lá era nossa garagem. Dava para estacionar vários carros. Depois, virou depósito de doações. Um dos nossos colaboradores, desejando ajudar, doou para o Centro uma boa quantidade de blocos e foi possível, assim, construir um pequeno armazém onde as doações foram dispostas com muita organização. Sobrou a garagem. Em nossas reuniões de diretoria, nossos diretores que são todos voluntários, traz para o Centro não só a boa vontade, mas também suas experiências profissionais. Discutimos a necessidade de dar aos jovens da nossa comunidade uma oportunidade de aprenderem uma profissão.
Foi só levantar a idéia que um companheiro, proprietário de uma oficina mecânica, se ofereceu como voluntário, para transmitir seu conhecimento. Assim, iniciamos nosso primeiro curso profissionalizante. O curso ganhou impulso, e os jovens estão pondo seu aprendizado em prática. Aqui estamos em uma verdadeira oficina mecânica, onde se aprende, na prática, a teoria dos livros. Naquele cavalete está o carro de um dos trabalhadores voluntários, desviado do caminho que leva ao cemitério de automóveis, para servir de cobaia aos alunos. No final do curso, o veículo, será vendido, e o resultado será destinado a comprar mais peças e ferramentas.
Motivados pelo sucesso da oficina mecânica, já estamos prontos para iniciar outros cursos. Ganhamos um computador e uma impressora, e o próprio doador está se oferecendo para dar aulas práticas de informática. Nossa cozinha vai ser improvisada em escola de arte culinária. Massas e pães são os primeiros ensinamentos, em aulas práticas ministradas por uma voluntária que trabalha em uma padaria. A lição do dia, se aprovada pela professora, será vendida em nossa lanchonete. Pretendemos implantar um curso de confecção, aproveitando aquela antiga máquina de costura e a boa vontade de algumas colaboradoras que se aposentaram nessa profissão...

NA LANCHONETE

Antes de você ir embora, vamos tomar um lanche. Prefere chá ou café? Também temos suco de laranja. Hoje é por minha conta! Vou sugerir um sanduíche natural. Essa lanchonete, pequena, mas tão bem organizada, nasceu de uma necessidade. Muitos companheiros dirigiam-se diretamente para o Centro, sem tempo de fazer a refeição em casa ou na rua. Começamos timidamente, com uma garrafa térmica de chá e outra de café, mais pedaços de bolo e torta embrulhados para não esfarelar, fornecidos pelas voluntárias, moradoras das imediações. Os freqüentadores da casa se aproximavam, experimentavam e repetiam. Aumentou a freguesia. A arrecadação da lanchonete vai para o nosso fundo de assistência social e se transforma em medicamentos que estamos comprando para atender os necessitados. Você já vai e eu também tenho de continuar.
Qual o meu trabalho, aqui no Centro Espírita? Minha função é receber aqueles que aqui chegam pela primeira vez e conduzi-los para que conheçam nossas atividades. Espero que tenha gostado e que retorne outras vezes.

Abraços fraternos.

Nota: Provavelmente, quando você estiver visitando outro Centro Espírita e não encontrar tudo o que descrevemos acima, não estranhe, leve em consideração vários fatores importantes. O Centro pode ser pequeno, dispor de poucos voluntários e sem condições de abraçar todas as tarefas descritas, ou pode ser ainda um Centro ainda em formação e não houve tempo nem condições de implantar as tarefas descritas. Em alguns Centros Espíritas, você não verá água fluidificada ou outro item mencionado nesta matéria. Não se preocupe, o que importa é você não encontrar aquelas imagens, rituais, trabalhos, batuques etc. que mencionamos no começo. O importante é você ser amparado, bem recebido e sentir-se bem no ambiente.
Espero que tenha gostado e que as informações tenham sido úteis e esclarecedoras.

postado por Nelson as 7:58 AM


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wSexta-feira, Setembro 24, 2004


Fé ou razão?



Allan Kardec definiu o Espiritismo como:

"A ciência que estuda a origem, a natureza e o destino do espírito e suas relações com o mundo corpóreo".

Pedimos ao caro leitor para limpar a mente de quaisquer idéias preconcebidas, a fim de que esta leitura seja feita com absoluta isenção de ânimo, sem qualquer tipo de preconceito, mesmo porque qualquer discussão filosófica ou científica jamais será autêntica, se fluir sobre idéias ou conceitos preestabelecidos.
As teses espíritas têm sido envolvidas, desde a sua codificação, numa aura de superstição e misticismo pelos que as desconhecem e/ou têm interesse em assim agir. No entanto, e, apesar de tudo, são conceitos que vêm se impondo pela força de sua própria realidade.
Por que então tanta rejeição a estas idéias?
É fácil entender. Se em todas as épocas, na caminhada da ciência, houve sempre momentos de granítica rejeição a novas idéias, principalmente quando vinham desestruturar antigos paradigmas, agora não poderia ser diferente.

Por que a mídia não divulga o que a ciência vem confirmando com relação a diversos conceitos espíritas?

Porque só lhe interessa o que "dá ibope". Quando se trata de fenômenos ela está a postos, mas cuida de ignorar o que há por trás deles, por serem informações que fatalmente mudariam os mais importantes paradigmas do mundo cristão. Além disso iriam contrariar forças extraordinárias, tais como, idéias enraizadas no psiquismo coletivo ocidental e as próprias estruturas das organizações religiosas.
No entanto, quantas pessoas fogem de suas religiões pelos entrechoques da fé com a razão, mas não conseguem deixar de ver Deus na grandiosidade do universo, senti-Lo na imensidão dos oceanos, na figura assustadora das cordilheiras geladas, assim como nas coisas mais singelas como o ordenado labor das formigas? Só lhes falta a explicação correta sobre todos esses mecanismos para que a razão possa juntar-se à intuição e abrir-se à plenitude da fé, sem perplexidades ante as incoerências até então encontradas.
Não é nossa intenção tentar convertê-lo ao Espiritismo, caro leitor, mas colocar à sua disposição conhecimentos que mudam enfoques, dão novos e mais jubilosos objetivos à vida e, acima de tudo, informações e esclarecimento que pacificam a alma com relação a si mesma, à vida e a Deus.
São informações que dão novo alento, novas perspectivas, renovam mentalidades, modificam conceitos, proporcionando infinito bem-estar, já que mostram os justos porquês de todas as coisas, nos perfeitos mecanismos que regem o universo, a vida e a evolução de tudo para patamares sempre mais perfeitos, mais agradáveis, mais belos.
Não se trata de alguma nova religião, nascida da cabeça de alguém, mas conhecimentos que foram trazidos por espíritos evoluídos através da mediunidade e codificados por Allan Kardec a partir da metade do século dezenove.
Se pensarmos a questão religiosa com mais liberdade mental, sem preconceitos, podemos concluir que o futuro das religiões está na religiosidade e não nos formatos religiosos, mesmo porque é óbvio o fato de não existir uma religião certa, verdadeira ou legítima, porque nas centenas de religiões existentes há sinceridade, há verdade, há Deus, mas com interpretações distintas. Não se pode então dizer que tal ou qual é a verdadeira. Todas o são, desde que sua meta seja a busca do divino e com ela, o crescimento interior do ser.
Jesus ensinou o código de conduta adequada a toda a humanidade, e a Doutrina Espírita esclarece quanto aos mecanismos da vida e da evolução.
Não há hierarquias no Espiritismo. Para que intermediários entre a criatura e o Criador, intermediários esses tão imperfeitos quanto os demais? Nos ensinos de Jesus Ele sempre colocou cada qual como o único responsável por si mesmo, não por graças de qualquer natureza, mas tão-somente pelas atitudes, omissões e ações vivenciadas no cotidiano.

O Espiritismo, com sua formidável lógica, pode ser considerado também a ciência do bem viver.


Saara Nousiainen


postado por Nelson as 7:50 AM


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wQuinta-feira, Setembro 23, 2004


Allan Kardec e Espiritismo


Muito se fala de Espiritismo "Kardecista", ou mesmo "Kardecismo", como se venerássemos a pessoa e não suas idéias. É um erro comum, oriundo de nossas origens simples, mas que deve ser evitado.
Kardec foi um grande homem, não resta dúvida, mas apenas isto, um homem. Ele certamente reprovaria qualquer veneração a seu nome ou sua pessoa.

Allan Kardec, nascido em Lyon, França, no dia 3 de outubro de 1804 e desencarnado em Paris, no dia 31 de março de 1869.
Portanto, esse ano é o bicentenário do nascimendo de Kardec. Na França, em Paris ocorrerá o 4º Congresso Espírita Mundial, de 2 a 5 de outubro.

Muito se tem escrito sobre a personalidade de Allan Kardec, existindo mesmo várias e extensas biografias sobre a sua obra missionária.

O seu verdadeiro nome era Hippolyte-Léon-Denizard Rivail. "Hippolite" em família; "Professor Rivail" na sociedade e "H-L-D. Rivail" na literatura era, desde os 18 anos mestre colegial de Ciências e Letras, e, desde os 20 anos renomado autor de livros didáticos. Suas obras espíritas foram escritas com o pseudônimo de Allan Kardec.

Destacou-se na profissão para a qual fora aprimoradamente educado na Suíça, na escola do maior pedagogo do primeiro quartel do século XIX, de fama mundial e até hoje paradigma dos mestres:
João Henrique Pestalozzi. E, em Paris, sucedeu ao próprio mestre.

Allan Kardec contava 51 anos quando se dedicou à observação e estudo dos fenômenos espíritas, sem os entusiasmos naturais das criaturas ainda não amadurecidas e sem experiência. A sua própria reputação de homem de caráter íntegro e culto constituiu o obstáculo em que esbarraram certas afirmações levianas dos detratores do Espiritismo. Dois anos depois, em 1857, divulgava "O Livro dos Espíritos". Em 1858 iniciava a publicação da famosa "Revue Spirite". Em 1861 dava a lume "O Livro dos Médiuns". Em 1864 aparecia "O Evangelho segundo o Espiritismo"; seguido de "O Céu e o Inferno" em 1865. Finalmente, em 1868 "A Gênesis Os Milagres e as Predições", completava o pentateuco do Espiritismo.

No esforço da codificação do Espiritismo, Allan Kardec contou com o valioso concurso de três meninas que se tornaram as médiuns principais no trabalho de compilação de "O Livro dos Espíritos": Caroline Baudin, Julie Baudin e Ruth Celine Japhet. As duas primeiras foram utilizadas para a ligação da essência dos ensinos espíritas e a última para os esclarecimentos
complementares. Ultimada a obra e ratificados todos os ensinamentos ali contidos, por sugestão dos Espíritos, Allan Kardec recorreu a outros médiuns, estranhos ao primeiro grupo, dentre eles Japhet e Roustan, médiuns intuitivos; a senhora Canu, sonâmbula inconsciente; Canu, médium de incorporação; a sra. Leclerc, médium psicógrafa; a sra. Clement, médium psicógrafa e de incorporação; a sra. De Pleinemaison, auditiva e inspirada; sra. Roger, clarividente; e srta.
Aline Carlotti, médium psicógrafa e de incorporação.
Pelo seu profundo e inexcedível amor ao bem e à verdade, Allan Kardec edificou para todo o sempre o maior monumento de sabedoria que a Humanidade poderia ambicionar, desvendando os grandes mistérios da vida, do destino e da dor, pela compreensão racional e positiva das múltiplas existências, tudo à luz meridiana dos postulados do ninfo Cristianismo.

Filho de pais católicos, Allan Kardec foi criado no Protestantismo, mas não abraçou nenhuma dessas religiões, preferindo situar-se na posição de livre pensador e homem de análise.
Afligia-lhe moralmente a rigidez do dogma que o afastava das concepções religiosas. O excessivo simbolismo das teologias e ortodoxias, tornava-o incompatível com os princípios da fé cega.

Situado nessa posição, em face de uma vida intelectual absorvente, foi o homem de ponderação, de caráter puro e de saber profundo, despertado para o exame das manifestações das chamadas mesas girantes. A esse tempo o mundo estava voltado, em sua curiosidade, para os inúmeros fatos psíquicos que, por toda a parte, se registravam e que, pouco depois, culminaram no advento da altamente consoladora doutrina que recebeu o nome de Espiritismo, tendo como seu codificados, o educador emérito e imortal de Lyon.

O Espiritismo não era, entretanto, criação do homem e sim uma revelação divina à Humanidade para a defesa dos postulados legados pelo Meigo Rabi da Galiléia, numa quadra em que o materialismo avassalador conquistava as mais pujantes inteligências e os cérebros proeminentes da Europa e das Américas.

A primeira sociedade espírita regularmente constituída foi fundada por Allan Kardec, em Paris, no dia 1o. de abril de 1858. Seu nome era "Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas". A ela o codificador emprestou o seu valioso concurso, lutando para que atingisse os nobilitantes objetivos para os quais foi criada.

Allan Kardec é invulnerável à acusação de haver escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou de espírito de sistema. Homem de caráter frio e severo, observava os fatos e dessas observações deduzia as leis que os regem.

A codificação da Doutrina Espírita colocou Kardec na galeria dos grandes missionários e benfeitores da Humanidade. A sua obra é um acontecimento tão extraordinário como a Revolução Francesa. Esta estabeleceu os direitos do homem dentro da sociedade, aquela instituiu os liames do homem com o universo, deu-lhe as chaves dos mistérios que dominavam os homens, dentre eles
o problema da chamada morte, os quais até então não haviam sido equacionados pelas religiões. A missão do ilustre mestre, como havia sido previsto pelo Espírito de Verdade, era de obstáculos e perigos, pois ela não seria apenas de codificar, mas principalmente de abalar e transformar a Humanidade. A missão foi-lhe tão árdua que, em nota de 1o. de janeiro de 1867, Kardec referia-se as ingratidões de amigos, a ódios de inimigos, a injúrias e a calúnias de elementos fanatizados. Entretanto, ele jamais esmoreceu diante da tarefa.

postado por Nelson as 11:07 AM


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wQuarta-feira, Setembro 22, 2004


O VIRTUAL e o REAL


Estamos vivendo um período em que dois mundos se confundem: o virtual e o real.

Muitas pessoas, especialmente jovens, adolescentes e crianças, dedicam horas do seu dia no mundo virtual.

Por falta de alguém que lhes oriente ou lhes faça companhia no mundo real, buscam suprir essa carência na Internet.

Batem longos papos... virtuais. Olhos nos olhos? Não. Talvez nem se conheçam.

Trocam abraços apertados, mas não sentem o calor humano.

Enviam flores... virtuais. Sem perfume, sem textura, sem graça...

É um mundo atraente, porque oferece uma grande variedade de opções e exige esforço mínimo.

Nesse mundo, gastam horas e horas sem perceber que o tempo passou.

Sentam-se confortavelmente diante de um microcomputador e viajam pelo mundo... sem sair de casa.

Não é preciso enfrentar problemas no trânsito, nem pagar passagem, nem sofrer com a chuva, com o calor ou o frio.

Muitos entram pelas portas desse fascinante mundo virtual em plena luz do sol e só se dão conta que já raiou um novo dia quando o sono avisa que a madrugada chegou.

Nesse mundo em que amigos imaginários se encontram, pouco importa a realidade de uns e de outros.

Eles não se conhecem, ou se conhecem pouco, mas trocam inúmeras informações, nem sempre verdadeiras, pois isso não tem tanta importância.

Vivem intensamente esse mundo, onde a imaginação tem asas...

Onde se pode fazer o que se deseja sem que ninguém saiba. Conectar-se com os mais variados assuntos e obter prazeres imaginários.

Poderíamos até dizer que para alguns esse mundo virtual é mais fascinante que a realidade.

Mas será que o uso desmedido desse recurso não está nos tornando insensíveis, falsos, viciados, promíscuos?

Será que não estamos navegando em águas sombrias e perigosas?

A Internet é um avanço importante para facilitar nossa vida e abrir novas portas de comunicação e integração entre criaturas.

No entanto, não surgiu para que fechemos a porta do mundo real.

Não surgiu para que evitemos o contato físico com nossos familiares, nossos vizinhos e amigos.

O mundo virtual, por mais atraente que seja, não tem calor, nem perfume, não tem a vibração da natureza, nem o brilho do sol.

É um mundo onde tudo é válido... Mas nem tudo é verdade.

Sem o contato pessoal não se pode perceber o apoio num sorriso, a compaixão num olhar, o calor de um aperto de mão, nem a docilidade de um gesto de ternura.

Quem se isola no mundo virtual acaba perdendo a sensibilidade e desenvolvendo a indiferença diante dos acontecimentos reais.

A Internet surgiu para abrir novas possibilidades em nossas vidas, e não para que nos isolemos em casa, fugindo da realidade para viver da imaginação.

Nossa caixa de mensagens pode estar abarrotada de beijos, abraços, bom dia e boa noite, feliz aniversário e outras felicitações... Virtuais.

Isso tudo pode ser deletado com apenas um clique ou com um defeito qualquer na máquina.

Mas quando um abraço aproxima dois corações e uma voz deseja um bom dia com convicção, os registros ficam gravados na alma, onde nada, nem ninguém, pode apagar.

Por todas essas razões, abra as portas e as janelas para que o sol penetre em sua vida.

Note os vizinhos... Eles podem estar precisando de alguém que lhes diga: "olá! Tenha um bom dia!"

Ouça o choro ou a gargalhada de seus irmãos. Eles são reais e não estão no mesmo lar que você por acaso.

Não se tranque em seu mundo virtual.

Sinta o perfume das flores...

Ouça o canto dos pássaros...

Ande na areia e deixe a espuma das ondas tocar seus pés...

Vivendo intensamente o mundo real, você perceberá que o mundo virtual terá outro significado em sua vida.

Um significado mais belo e mais abrangente.

Deixará de ser fim para ser um excelente meio de progresso.

Pense nisso!

Momento Espírita.


postado por Nelson as 7:37 AM


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O Espiritismo


Tem muita gente mal informado sobre o que é o Espiritismo, confundindo Espiritismo com macumba, magia negra, velas, defumações, pais de santo etc.

Por que? É óbvio que é por culpa de nós, espíritas, cuidar do que é nosso, e, como não é o momento para se criticar mas sim, trabalhar, porei em prática, esse blog para informar mais sobre o que o Espiritismo é e o que ele não é.

ESCLARECIMENTO



Para evitar equívocos, informo:

a) O Espiritismo, doutrina codificada por Allan Kardec, prega e incentiva a prática do bem e de todas as virtudes ensinadas por Jesus, tendo por lema: "fora da caridade não há salvação";

b) conhece e informa sobre as leis naturais da reencarnação e de ação e reação que, de forma inapelável, colocam o ser diante de suas próprias responsabilidades;

c) informa quanto ao universo espiritual, matriz da vida na Terra, e seu inter-relacionamento conosco, explicando, assim, a própria vida e os fenômenos que vivenciamos no dia-a-dia;

d) desde o século passado e, principalmente nas últimas décadas, os conceitos espíritas vem sendo objeto de pesquisa por parte de inúmeras universidades, estudiosos e cientistas, assim como de profissionais da saúde, em vários pontos do planeta, que os vêm confirmando um a um;

e) a Doutrina Espirita relembra os ensinos do Mestre ao mundo cristão, que os distorceu ao apoiar-se na premissa de que o sangue de Jesus ou as práticas religiosas salvam o pecador. O que o Mestre pregou, no entanto, foi a necessidade do aperfeiçoamento moral, que se expressa na conduta ("Sede perfeitos, como perfeito é o vosso pai celestial", "A cada um de acordo com suas obras" etc. Mat.16:27, I Pedro, 1:17, Jer.17:10);

f) fundamentados na Doutrina Espírita e no Evangelho ("curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; dai de graça o que de graça recebestes" - Mat.10:8), os espíritas não cobram nem recebem qualquer recompensa material pelos trabalhos assistenciais e espirituais que realizam;

g) as atividades espíritas não visam solucionar problemas amorosos, profissionais etc., mas, acima de tudo, ajudar o ser humano em seu crescimento interior;

h) a Doutrina Espírita, seguindo as orientações do Evangelho, entende que todos somos irmãos e que todas as religiões são respeitáveis, porque são também o caminho para Deus (na medida em que procuram melhorar o homem, ensinando-lhe uma superior ética de vida);

i) embora respeitando as crenças alheias, o Espiritismo não usa rituais, oferendas, velas, charutos, defumações ou quaisquer apetrechos de culto. Também não possui sacerdócio, nem "pais" ou "mães de santo".

j) não faz "matança de animais", "trabalhos" de qualquer natureza, e não adota "tarô", "jogo de búzios" ou outros tipos de adivinhação;

l) responde satisfatoriamente aos mais diversos questionamentos sobre os porquê de tantas coisas, assim como, sobre as aparentes injustiças que vemos nos mecanismos da vida em toda parte.

m) é o Consolador prometido por Jesus, ao informar que nossos entes queridos não se extinguiram com a morte, apenas passaram para outra dimensão de vida, e que podem eventualmente comunicar-se conosco através da mediunidade.


postado por Nelson as 7:34 AM


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wTerça-feira, Setembro 21, 2004


Bom ... hoje acordei com um pensamento de não parar com o blog.
Estou mudando, como já estava, o enfoque deste blog.


Para quem visitava pelos Editais de Concursos, clique no link ao lado!



postado por Nelson as 9:04 AM


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wSegunda-feira, Setembro 13, 2004


Bom pessoal..., como tenho visto que tenho alguns visitantes, venho informar-lhes que este blog (que completa 2 anos esse mês) e como acontece geralmente nessa época, ele sairá do ar.
Gostaria de continuar com ele no ar, mas infelizmente não poderei mais.
Espero que esse meu blog tenha ajudado a alguns.



postado por Nelson as 2:08 PM


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A ARTE do AMOR


Comunicação, a arte de falar um com o outro, dizer o que sentimos e pretendemos, falando com clareza, ouvir o que o outro fala, deixa-lo certo de que estamos ouvindo é, sem sombra de dúvida, a habilidade mais essencial para a criação e a manutenção de um relacionamento amoroso.

A afirmativa é de Leo Buscaglia, professor de uma universidade da Califórnia.

Ele diz que o mais alto nível da comunicação é o não verbal. O que quer dizer: se você ama, mostre isto em atitudes. Faça coisas amorosas para o outro. Seja atencioso. Coloque os seus sentimentos na prática.

Faça aquela comida favorita. Mande flores. Lembre-se dos aniversários. Crie os seus próprios feriados de amor. Não espere pelo dia dos namorados.

E ele relaciona alguns pontos importantes para que uma relação a dois se aprofunde e se agigante, vencendo os dias, os meses e os anos.

Diga sempre ao outro que o ama, através de suas palavras, suas atitudes e seus gestos. Não pense que o seu par já sabe disso. Ele precisa desta afirmação.

Cumprimente sempre o seu amor pelos trabalhos bem-feitos. Não o deprecie. Dê o seu apoio quando ele falhar. Pense que tudo o que ele faz por você, não o faz por obrigação. E estímulo e elogio asseguram que ele vai repetir a dose.

Quando você se sentir solitário, incompreendido, deixe-o saber. Ele se sentirá mais forte por reconhecer que tem forças para confortar você.

Afinal, os sentimentos, quando não externados, podem ser destrutivos. Lembre que, apesar de amá-lo, o outro ainda não pode ler a sua mente. Não se feche em si mesmo.

Expresse sentimentos e pensamentos de alegria. Eles dão vida ao relacionamento. É maravilhoso celebrar dias comuns, datas pessoais, como o primeiro encontro, o primeiro olhar, o dia da reconciliação depois de um breve desentendimento.

Dê presentes de amor sem motivo. Ouça a sua própria voz a falar de sua felicidade.

Diga ao seu amor que ele é uma pessoa especial. Não deprecie os sentimentos dele. O que ele sente ou vê é sua experiência pessoal, portanto, importante e real.

Abrace sempre. A comunicação de amor não verbal revitaliza a relação.

Respeite o silêncio do seu companheiro. Momentos de quietude também fazem parte das necessidades espirituais de cada um.

Finalmente, deixe que os outros saibam que você valoriza a quem ama, pois é bom partilhar as alegrias de um saudável relacionamento com os outros.

***

É possível que você esteja pensando que todas essas idéias não são realmente necessárias entre pessoas que se amam. Elas acontecem de forma espontânea.

Mas, nem tanto. Nem sempre. São esses vários aspectos da comunicação que constituem o alicerce de um relacionamento amoroso saudável. Eles também produzem os sons mais maravilhosos do mundo. Os sons do amor. Experimente!

Momento Espírita a partir do cap. 2 da obra Amando uns aos outros, de Leo Buscaglia


postado por Nelson as 2:05 PM


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wSábado, Setembro 11, 2004


Os PESSIMISTAS


Certa vez, um poderoso rei, para comemorar o aniversário de seu amado filho, resolveu fazer uma grande festa para todos os seus súditos.

Entre as muitas atrações do evento, havia um desafio que a todos interessou: era "a escalada ao poste".

No alto de um gigantesco mastro havia uma cesta repleta de ouro e de comida.

Aquele que conseguisse alcançar o topo daquele poste poderia se deliciar com a comida e pegar para si todo o ouro.

Muitos dos que estavam presentes, pretendiam participar daquele desafio.

Quando o rei autorizou, foi dado início à prova.

O primeiro a participar foi um rapaz alto e forte.

Ele tomou uma distância curtíssima e começou a subir no poste.

Não chegara nem à metade, quando, cansado e irritado, desistiu.

Enquanto descia, dizia que o poste era alto demais e que não havia nenhuma possibilidade de que alguém alcançasse o prêmio.

Blasfemava baixinho para que seus queixumes não fossem ouvidos pelo rei, mas sugeriu àqueles que se aproximavam dele que não tentassem, a fim de que o rei se visse obrigado a diminuir o tamanho do mastro.

Alguns súditos, influenciados pelas palavras do jovem, sentiram-se decepcionados com o rei e foram embora cabisbaixos e choramingando.

Outros proferiram contra o rei palavras de desapontamento.

De repente, porém, do meio da multidão surgiu um garotinho muito magro e de aparência franzina.

Tomou distância, aproveitando o tumulto criado pelo jovem rapaz que o antecedera, e, correndo como o vento, iniciou sua subida no mastro.

Na primeira tentativa não teve êxito.

Quando se preparava para tentar novamente, as pessoas ao redor gritavam: "desista! Desista!"

Mesmo assim ele persistiu. Parecia mais convicto do que da primeira vez. Afastou-se e, com energia, agarrava-se ao mastro, ganhando altura com muito empenho.

Minutos depois, após ter realizado indescritível esforço, o garoto, diante do olhar admirado de todos, atingiu o topo e a cesta repleta de ouro e comida.

Alguns o aplaudiram; outros, incrédulos, comentavam a proeza.

O rei, admirado pela determinação do vencedor, imediatamente foi procurar o pai do garoto para buscar uma explicação sobre o ocorrido.

"Meu senhor, como pôde esse menino, tão pequeno e fraco, alcançar um objetivo tão difícil, enquanto todos o instigavam a desistir?" - questionou curioso o soberano.

Sorrindo, com o filho nos braços, o pai esclareceu: "duas coisas motivaram o meu filho a agir da forma como agiu: a primeira é a fome, porque há dias o pobre não come nada. E a segunda é porque ele é surdo, e não ouviu nenhuma das palavras desencorajadoras que lhe foram dirigidas."

***
Muitas são as razões que podem nos motivar a buscar nossos objetivos.

Algumas delas são nobres e dignas, outras emergenciais e até mesmo casuais.

Em verdade, o mais importante é que tenhamos metas definidas e firme disposição para persistir sempre.

Distinguir as palavras de orientação das palavras de desestímulo nem sempre é tarefa fácil.

Usemos, portanto, o bom senso e o discernimento para saber insistir no que realmente vale a pena, sem nos deixar acovardar pelos discursos pessimistas.

Momento Espírita, com base no livro As mais belas parábolas de todos os tempos, vol. I, organizado por Alexandre Rangel, Ed. Leitura, pp. 94/95.



postado por Nelson as 9:11 AM


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Quando EU ficar VELHO...


No quarto do hospital, onde a esposa estava internada sob tratamento intensivo, com vários equipamentos ligados ao seu corpo, monitorando cada sinal vital, o esposo a observava, com ar de tristeza.

A filha se esmerava em cuidados e carinho junto ao leito da mãe.

De repente, o marido aproximou-se da filha e lhe disse, com convicção: "quando eu ficar velho, desejo estar numa cidade onde não tenha hospitais, pois não quero ficar dessa maneira, sob um leito, totalmente dependente."

Um desejo natural, com certeza, que muitos de nós alimentamos.

O que vale a pena ressaltar, é que o esposo tem 92 anos de idade...

E não se acha velho... Porque velho ele realmente não é, apesar de ser idoso.

Ele é um nobre e dedicado advogado que mantém o mesmo entusiasmo e motivação da sua mocidade.

Com sua jovialidade, de espírito lúcido, não se deixou levar pela idade...

Não permitiu que a soma dos anos lhe pesassem sobre os ombros, sempre eretos e dispostos às responsabilidades que a vida lhe apresenta.

Ele já viveu 92 primaveras no corpo físico, mas não é um velho.

Já teve muitas desilusões, como todo mundo, mas não permitiu que isso o tornasse amargo.

Ele assistiu duas guerras mundiais, mas não deixou que seus sonhos fossem soterrados sob os escombros da violência.

Aceitou as dificuldades da caminhada como desafios, e nunca como obstáculos a impedir seus passos na estrada da evolução.

Usou sempre a moderação como guia seguro nas horas de decisão.

Jamais se deixou levar pelos apelos da inferioridade que arrastam muitos homens pelas veredas da desonra.

Um homem íntegro, bom esposo, bom pai, bom irmão e amigo, um cidadão correto.

É um espírito valente, respeitador dos valores morais; é um grande homem.

Por todas essas razões ele não é um velho...

Para ser velho não precisa ser idoso, basta fechar-se na concha escura do egoísmo, dos preconceitos, da vilania, do orgulho.

Existem pessoas de pouca idade que estão com a alma enrugada pela corrupção, pela prepotência, pela soberba, pela violência interna, pela deslealdade, pela depressão.

São jovens na idade mas esclerosados nos sentidos.

Não estão dispostos a renovar atitudes, a aprender novas lições, a libertar-se dos preconceitos e dos vícios aos quais se acorrentam cada vez mais.

Têm corpo jovem e mente envelhecida, cristalizada em idéias das quais não abrem mão.

Dessa forma, podemos entender que juventude e velhice são estados d¿alma, independentes da idade cronológica.

Jovem é todo aquele que tem disposição de viver, de crescer, de rever atitudes e aprender sempre.

Jovem é quem tem esperança, quem aposta na vida, quem enfrenta desafios com um sorriso nos lábios e fé no futuro.


Pense nisso!


Rubem Alves, o ilustre educador que já sentiu perfume de flores em mais de setenta primaveras, em seu livro intitulado: Mansamente pastam as ovelhas, escreveu o seguinte:

-Balançar é o melhor remédio para a depressão. Quem balança vira criança de novo. Razão por que eu acho um crime que nas praças públicas só haja balanços para crianças pequenas.

Há de haver balanços grandes para os grandes!

Já imaginaram o pai e a mãe, o avô e a avó, balançando?

Riram?

Absurdo?

Entendo.

Vocês estão velhos.

Têm medo do ridículo. Seu sonho fundamental está enterrado debaixo do cimento.

Eu já sou avô e me rejuvenesço balançando até tocar a ponta do pé na folha do caquizeiro, onde meu balanço está amarrado!¿


Pense nisso, e liberte o jovem que existe em você!


Momento Espírita, com base em um fato real e no livro de Rubem A Alves intitulado: Mansamente pastam as ovelhas, contracapa.



postado por Nelson as 9:07 AM


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wSexta-feira, Setembro 10, 2004


IBM (estágio)


Universitários cursando o último ou penúltimo ano dos cursos de administração, ciências contábeis, computação, comunicação social, direito, engenharia, economia, jornalismo, arquitetura, marketing, publicidade, relações públicas, secretariados e sistemas de informações já podem se inscrever para concorrer às vagas de estagiário da IBM. As inscrições devem ser feitas pela internet até 30/09/2004.


postado por Nelson as 7:35 AM


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Basf (trainees)


Os formandos de até dois anos dos cursos de administração, ciências contábeis, sistemas de informação, química, engenharia, agronomia, economia e marketing já podem se inscrever para concorrer às vagas de trainee da Basf. As inscrições devem ser feitas pela internet até 17/09/2004 e todos os candidatos devem possuir inglês ou alemão fluente.


postado por Nelson as 7:33 AM


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Fundação Boticário (trainees)


Formandos e recém-formados de qualquer curso, com idade entre 21 e 28 anos e vínculo com alguma ONG participante podem se inscrever para trabalhar na Fundação Boticário a partir do dia 20 de setembro (até 15/10/2004). O salário mínimo oferecido é de R$ 850,00.


postado por Nelson as 7:32 AM


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Vivo (trainees)


Formandos entre junho de 2003 e dezembro de 2004 já podem se inscrever para concorrer às vagas de trainee da Vivo. Os aprovados devem ter disponibilidade para viajar e até morar em uma das seis regionais da empresa. As inscrições devem ser feitas pela internet até 05/09/2004. Todos os candidatos devem possuir inglês fluente e espanhol intermediário.


postado por Nelson as 7:31 AM


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Bosch (trainees)


Recém-formados dos cursos de administração, análise de sistema, comércio exterior, economia e engenharia já podem se inscrever para concorrer às vagas de trainee da Bosch. Além do salário, que de acordo com a empresa chega até R$2.700,00, os aprovados terão direito a transporte, alimentação e assistência médica-odontológica. As inscrições vão até o dia 15/09/2004.


postado por Nelson as 7:28 AM


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Votorantim (100 vagas trainees)


A Vatorantim abriu inscrições para o concurso que oferece 100 vagas. Podem se inscrever formandos entre dezembro de 2002 e dezembro de 2004 dos cursos de administração, engenharia, economia, ciências da computação, ciências contábeis, relações internacionais, comunicação, estatística, matemática, psicologia, agronomia, pedagogia, geologia e direito. As inscrições vão até 08/09/2004 no site da empresa.


postado por Nelson as 7:26 AM


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wQuarta-feira, Setembro 08, 2004


Observando APRENDEMOS


Cheng era o discípulo de um sábio monge de nome Ling.

Um dia, quando Cheng acreditava estar pronto para assumir a condição de liderar seu povo, foi conversar com seu mestre, o qual lhe disse: "observe este rio, qual a importância dele?".

Eles se encontravam no alto de uma montanha.

Cheng observou o rio, o seu vale, a vila, a floresta, os animais e respondeu: "este rio é a fonte do sustento de nossa aldeia. Ele nos dá a água que bebemos, os frutos das árvores, a colheita da plantação, o transporte de mercadorias, os animais que estão ao nosso redor e muito mais. Nossos antepassados construíram estas casas aqui, justamente por causa dele. Nosso futuro também depende deste rio."

O monge Ling colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.

Os meses se passaram e o mestre procurou Cheng.

"Observe este rio, qual a importância dele?" - repetiu a pergunta ao discípulo.

"Este rio é fonte de inspiração para nosso povo. Veja sua nascente: ela é pequena e modesta, mas com o curso do rio, a correnteza torna-se forte e poderosa. Este rio nasce e tem um objetivo: chegar ao oceano, mas para lá chegar terá de passar por muitos lugares e por muitas mudanças. Terá de receber afluentes, contornar obstáculos.

Como o rio, temos de aprender a fluir. O formato do rio é definido pelas suas margens, assim como nossas vidas são influenciadas pelas pessoas com as quais convivemos. O rio sem as suas margens não é nada. Sem nossos amigos e familiares também não somos nada. O rio nos ensina, ainda, que uma curva pode ser a solução de um problema, porque logo depois dela podemos encontrar um vale que desconhecíamos. O rio tem suas cachoeiras, suas turbulências, mas continua sempre em frente porque tem um objetivo. Ensina-nos que uma mudança imprevista pode ser uma oportunidade de crescimento. Veja no fim do vale: o rio recebe um novo afluente e, assim, torna-se mais forte."

O monge Ling colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.

Os meses se passaram e novamente o mestre perguntou: "observe este rio: qual a importância dele?"

"Mestre, vejo o rio em outra dimensão. Vejo o ciclo das águas. Esta água que está indo já virou nuvem, chuva e penetrou na terra diversas vezes. Ora há a seca, ora a enchente. O rio nos mostra que se aprendermos a perceber esses ciclos, o que chamamos de mudança será apenas considerada como continuidade de um ciclo."

O mestre colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.

Os meses se passaram e o mestre voltou a perguntar a Cheng:

"Observe este rio, qual a importância dele?"

"Mestre, este rio me mostrou que cada vez que eu o observo, aprendo algo de novo.

É observando que aprendemos.

Não aprendo quando as pessoas me dizem algo, mas sim quando as coisas fazem sentido para mim."

O mestre sorriu e disse-lhe com serenidade: "como é difícil aprender a aprender.

Vá e siga seu caminho, meu filho."

Pense nisso!

Tantas palavras sábias já nos foram ditas.
Tantos ensinos maravilhosos o Mestre Nazareno nos deixou.
Mas, quanto disso realmente passou a integrar nossa consciência, alterando nossas atitudes perante a vida?
Pense nisso, mas pense agora.

Equipe Momento Espírita, com base no livro As mais belas parábolas de todos os tempos, vol. I, pp. 24-26, Editora leitura, 7ª edição, organizado por Alexandre Rangel.



postado por Nelson as 7:39 AM


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A opinião dos OUTROS


Você se importa com a opinião que os outros têm a seu respeito?

Se a sua resposta for não, então você é uma pessoa que sabe de si mesma. Que se conhece. É auto-suficiente.

No entanto, se a opinião dos outros sobre você é decisiva, vamos pensar um pouco sobre o quanto isso pode lhe ser prejudicial.

O primeiro sintoma de alguém que está sob o jugo da opinião alheia, é a dependência de elogios.

Se ninguém disser que o seu cabelo, a sua roupa, ou outro detalhe qualquer está bem, a pessoa não se sente segura.

Se alguém lhe diz que está com aparência de doente, a pessoa se sente amolentada e logo procura um médico.

Se ouve alguém dizer que está gorda, desesperadamente tenta diminuir peso.

Mas se disserem que é bonita, inteligente, esperta, ela também acredita.

Se lhe dizem que é feia, a pessoa se desespera. Principalmente se não tem condições de reparar a suposta feiúra com cirurgia plástica.

Existem pessoas que ficam o tempo todo à procura de alguém que lhes diga algo que as faça se sentir seguras, mesmo que esse alguém não as conheça bem.

Há pessoas que dependem da opinião alheia e se infelicitam na tentativa de agradar sempre.

São mulheres que aumentam ou diminuem seios, lábios, bochechas, nariz, para agradar seu pretendido. Como se isso fosse garantir o seu amor.

São homens que fazem implante de cabelo, modificam dentes, queixo, nariz, malham até à exaustão, para impressionar a sua eleita.

E, quando essas pessoas, inseguras e dependentes, não encontram ninguém que as elogie, que lhes diga o que desejam ouvir, se infelicitam e, não raro, caem em depressão.

Não se dão conta de que a opinião dos outros é superficial e leviana, pois geralmente não conhecem as pessoas das quais falam.

Para que você seja realmente feliz, aprenda a se conhecer e a se aceitar como você é.

Não acredite em tudo o que falam a seu respeito. Não se deixe impressionar com falsos elogios, nem com críticas infundadas.

Seja você. Descubra o que tem de bom em sua intimidade e valorize-se. Ninguém melhor do que você para saber o que se passa na sua alma.

Procure estar bem com a sua consciência, sem neurose de querer agradar os outros, pois os outros nem sempre dão valor aos seus esforços.

A meditação é excelente ferramenta de auto-ajuda. Mergulhar nas profundezas da própria alma em busca de si mesmo é arte que merece atenção e dedicação.

Quando a pessoa se conhece, podem emitir dela as opiniões mais contraditórias que ela não se deixa impressionar, nem iludir, pois sabe da sua realidade.

Nesses dias em que as mídias tentam criar protótipos de beleza física, e enaltecer a juventude do corpo como único bem que merece investimento, não se deixe iludir.

Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou aparenta ser. A verdadeira beleza é a da alma. A eterna juventude é atributo do espírito imortal.

O importante mesmo, é que você se goste. Que você se respeite. Que se cuide e se sinta bem.

A opinião de alguém só deve fazer sentido e ter peso, se esse alguém estiver realmente interessado na sua felicidade e no
seu bem-estar.

Pense nisso!

Nenhuma opinião que emitam sobre você, deve provocar tristeza ou alegria em demasia.
Os elogios levianos não acrescentam nada além do que você é, e as críticas negativas não tornarão você pior.
Busque o autoconhecimento e aprenda a desenvolver a auto-estima.

Mas lembre-se: seja exigente para consigo, e indulgente para com os outros.

Eis uma fórmula segura para que você encontre a autoconfiança e a segurança necessárias ao seu bem-estar efetivo.
E jamais esqueça que a verdadeira elegância é a do caráter, que procede da alma justa e nobre.
Pense nisso, e liberte-se do jugo da opinião dos outros.

Texto da Equipe do Momento Espírita.



postado por Nelson as 7:34 AM


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wSegunda-feira, Setembro 06, 2004


Dê um SORRISO


Não custa nada e rende muito...
Enriquece quem o recebe, sem empobrecer quem o dá.
Dura somente um instante, mas seus efeitos perduram para sempre.
Ninguém é tão rico que dele não precise. Ninguém é tão pobre que não o possa dar a todos.
Leva a felicidade a todos e a toda parte.
É o símbolo da amizade, da boa vontade. É alento para os desanimados; repouso para os cansados; raio de sol para os tristes; consolo para os desesperados.
Não se compra nem se empresta.
Nenhuma moeda do mundo pode pagar seu valor.
Você já sabe do que se trata?
Trata-se do sorriso.
E não há ninguém que precise tanto de um sorriso, como aqueles que não sabem mais sorrir.
Aqueles que perderam a esperança...
Os que vagueiam sem rumo...
Os que não acreditam mais que a felicidade é algo possível...
É tão fácil sorrir! Tudo fica mais agradável se em nossos lábios há um sorriso.
Tudo fica mais fácil se houver nos lábios dos que convivem conosco um sorriso sincero.
Alguns de nós pensamos que só devemos sorrir para as pessoas com as quais simpatizamos.
Todavia, são tantas as que cruzam o nosso caminho diariamente... Algumas com o cenho carregado por levar no íntimo as amarguras da caminhada áspera.
Poderemos colaborar com um sorriso aberto, no mínimo, para que essa pessoa se detenha e perceba que alguém lhe sorri, já que o sorriso é um alento.
Sorrir ao atender os pequeninos que acorrem nos semáforos à procura de moedas.
É tão triste ter que mendigar e mais triste ainda é receber palavras e gestos agressivos como resposta.
Se é verdade que essa situação nos incomoda, não é menos verdade que não gostaríamos de estar no lugar deles.
Eles são tão pequeninos!
Se têm a malícia dos adultos é porque os adultos os induzem a isso. Mas no íntimo são inocentes treinados para parecer espertos, em meio às situações mais adversas.
O sorriso é uma arma poderosa, da qual nos podemos servir em todas as situações.
Se ao levantarmos pela manhã, cumprimentarmos os familiares com um largo sorriso, nosso dia certamente será melhor, mais alegre.
Se ao entrarmos no elevador saudarmos com um sorriso os que seguem conosco, ao invés de fecharmos o rosto e olharmos para cima ou para baixo, na tentativa de desviar os olhares, com certeza o nosso dia será mais feliz. Porque, todos nos verão com simpatia e nos endereçarão energias salutares.
O sorriso é sempre bom para quem sorri e melhor ainda para quem o recebe.
O sorriso tem o poder de fazer mais amena a nossa caminhada.
Dessa forma, se não temos o hábito de levar a vida sorrindo, comecemos a cultivá-lo, e veremos que sem que mude a situação à nossa volta, nós, intimamente, nos sentiremos mais felizes.

Você sabia?

Você sabia que o cenho carregado, ou seja, a "cara amarrada", como se costuma dizer, traz ao corpo um desgaste maior que o promovido pelo sorriso?
Isto quer dizer que, quando sorrimos, utilizamos menos músculos e fazemos menos esforços.
Assim sendo, até por uma questão de economia, é mais vantajoso sorrir.


postado por Nelson as 11:37 AM


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wSexta-feira, Setembro 03, 2004


Um dia destes tomei um café expresso numa loja Fran´s Café e fiquei surpreso ao recebê-lo acompanhado de um copinho contendo um pouco de água mineral gasosa.
Fiquei sabendo depois tratar-se de uma tradição italiana: a água com gás aguça as papilas enaltecendo o sabor do café.


postado por Nelson as 2:29 PM


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wQuarta-feira, Setembro 01, 2004


O poço e pedra


Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio da relva alta, surgiu um homem jovem de grande estatura e com olhos muito tristes.
Assustado com aquele aparecimento inesperado, o monge parou e perguntou se poderia fazer algo por ele.
O homem abaixou os olhos e murmurou envergonhado:
-"sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto de meus pais e dos meus amigos. Como quem afunda na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me então desse sofrimento, dessa angústia!" - pediu ajoelhando-se.
O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse:
-"estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?"
Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu:
-"sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá tomar água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima."
O monge sorrindo aceitou a idéia e logo em seguida encontrava-se dentro do poço.
Pouco depois, veio a voz do monge:
-"pode puxar!"
O homem deu um puxão na corda empregando grande força, mas nada do monge subir.
Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início.
Depois de inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo.
Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral.
Por um momento ficou mudo de espanto, para logo em seguida gritar zangado:
-"hei, que é isso? O que faz o senhor aí? Pare já com essa brincadeira boba! Está escurecendo, logo será noite. Vamos, largue essa rocha para que eu possa içá-lo."
De lá de dentro o monge pediu calma ao rapaz, explicando:
-"você é grande e forte, mas mesmo com toda essa força não consegue me puxar se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exatamente isso que está acontecendo com você. Você se considera um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afeto de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas idéias. Desse jeito, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada."
Tudo depende de você. Somente você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai se soltar. Se quer realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas idéias negativas que o vêm mantendo no fundo do poço.

"Desprenda-se e liberte-se."

***
A escuridão nada mais é do que a falta de luz, assim como o mal é a ausência do bem. Quando pensamentos negativos turvarem nossos pensamentos, ocultando nossos melhores sentimentos, busquemos a luz da verdade e o caminho do bem.
Abandonemos as pedras da ignorância e do medo que nos mantêm prisioneiros de nossas próprias imperfeições, nos poços do egoísmo e do orgulho.

Momento Espírita, com base no livro As mais belas parábolas de todos os tempos, organizado por Alexandre Rangel, pp. 46-47, ed. Leitura, 7ª edição.



postado por Nelson as 8:27 AM


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"Cristo dará a Vanderlei o ouro que tirei"


Segundo o ex-padre irlandês Cornelius Horan, que não se arrepende de ter atacado brasileiro, Vanderlei Cordeiro de Lima no domingo, na maratona que encerrou Atenas-2004, não se arrepende do que fez. Lamenta apenas que o atleta era muito "pequeno e frágil".
Horan que foi liberado pela polícia grega sem ter pago a fiança, disse: "Cristo dará a Vanderlei algo muito melhor do que a medalha de ouro que tirei dele".
Horan disse, no entanto, que não pretendia agarrar o brasileiro. "Minha intenção era apenas parar na frente dele por alguns segundos e deixá-lo prosseguir. Não queria afetar o resultado da maratona. Mas eu sou uma pessoa muito nervosa, estava tenso, não sei o que aconteceu, porque acabei fazendo aquilo".
O ex-padre, no entanto, diz não se arrepender, já que conseguiu atrair a atenção para a sua mensagem de que "a segunda vinda do Cristo está para ocorrer".
...
Vanderlei já recebeu mais do que uma medalha de ouro Sr. Horan, além das duas medalhas que ele ganhou, ganhou com a mensagem de paz e amor, que passou para todo mundo, nesse maior evento do esporte, tendo o carinho de todo mundo.

postado por Nelson as 8:23 AM