Substitui, no teu vocabulário, as más pelas boas palavras.
Expressões chulas e vulgares, talvez estejam na moda, porém “envenenam o coração”.
A palavra é instrumento da vida para a comunicação, o entendimento, e não arma para agressão, violência e vulgaridade.
O uso irregular das palavras corrompe a mente e rebaixa o homem.
O verbo expressa a qualidade moral do indivíduo.
Porque há pessoas que falam bem e são más, não é justo que sendo bom, te apresentes mal.
É bom esclarecer que o que vulgarmente se entende por "encosto" é a suposta presença de um espírito junto a um encarnado, ou seja, um morto que se liga a um vivo a fim de perturbá-lo.
Convém que tenhamos em mente, que o mundo espiritual não fica em região distante do mundo dos vivos mas ambos se interpenetram.
Assim, os espíritos nos percebem bem como alguns encarnados os percebem através da faculdade mediúnica.
A reger esses dois mundos, há a lei de afinidade ou de sintonia.
Dessa forma, é pelos pensamentos que atraímos os desencarnados e somos atraídos por eles.
Se for um familiar, um ente caro que está do lado de lá, e nós o chamamos constantemente pelo pensamento, ele sente as nossas vibrações. Se forem vibrações equilibradas de carinho, afeto, saudade, ele se sentirá bem.
Todavia, se nos lembramos dele com revolta, mágoa, nós é que nos constituiremos em "encosto", isto é, não lhe damos sossego no além túmulo.
Se, por outra, o chamamos para que nos auxilie e ele não se acha em condições para tanto, sentirá nosso assédio mental e sofrerá com isso.
Considerando-se, ainda, que raras são as pessoas que têm um retorno tranqüilo à vida espiritual, por faltar-lhes conhecimento e, sobretudo preparo, estas são como náufragos do além, que precisam de socorro.
Isso ocorre por terem se ligado tão intensamente aos interesses materiais, que ao desencarnar não apresentam a mínima condição para reconhecer onde estão e o que lhes compete fazer, como atordoado sobrevivente de um naufrágio em ilha desconhecida.
Espíritos assim podem permanecer no próprio lar, ao lado dos familiares. Ignorando sua nova condição, solicitam ajuda e se desesperam ao sentir que não são atendidos.
Se na casa há alguém com razoável sensibilidade psíquica, passa a colher algo das angústias e inquietações do desencarnado e, não raro, sensações relacionadas com os sintomas da doença que motivou seu falecimento.
Nesse, como nos demais casos, cabe-nos o dever de ajudar. Seja fazendo uma prece, rogando a Jesus que encaminhe esse espírito, seja vibrando com carinho em seu favor, ou simplesmente endereçando-lhe um bom pensamento.
O importante é que tenhamos sempre em mente, que os ditos "encostos" nada mais são do que os homens e mulheres que viveram no corpo físico e que agora habitam o mundo dos espíritos.
Não há razão para temê-los, nem para expulsá-los com indiferença. São nossos irmãos, rogando auxílio e compreensão.
Você sabia?
Você sabia que muitos espíritos ficam presos no lar algemados pelas vibrações desajustadas de familiares que não aceitam a separação?
Evitando o desespero e a inconformação estaremos ajudando os seres que amamos, na viagem de retorno à pátria espiritual.
E você sabia que a literatura espírita é rica em informações sobre a vida no além túmulo?
Se você quer saber mais a respeito desse tema, procure os livros espíritas que tratam do assunto.
(Baseado no livro: Uma razão para viver - Presença Invisível)
Ao despertar, enquanto você abre os olhos e se espreguiça na cama, seja para o Senhor da vida o seu primeiro pensamento.
Meditando em tantas coisas que logo mais lhe tomarão todas as horas do dia, sem lhe deixar tempo para telefonar para o amigo que há muito não vê, ou almoçar com a família, eleve a Deus o seu pensamento e lhe diga:
Senhor, acalma meu passo. Desacelera as batidas do meu coração, acalmando minha mente.
Diminui meu ritmo apressado com a visão da eternidade do tempo. Em meio às confusões do dia-a-dia, dá-me a tranqüilidade das montanhas.
Retira a tensão dos meus músculos e nervos com a música suave dos rios de águas constantes que vivem em minhas lembranças.
Ajuda-me a conhecer o poder mágico e reparador do sono. Ajuda-me a me preparar bem para o repouso de todas as noites, lembrando-me sempre que enquanto dorme meu corpo, eu, espírito, adentrarei o verdadeiro mundo e irei aos lugares que a minha mente elegeu como meu tesouro.
Ensina-me a arte de tirar pequenas férias: reduzir o meu ritmo para contemplar uma flor, papear com um amigo, afagar uma criança, ler um poema, ouvir uma música preferida.
Ensina-me a ter olhos de ver a beleza do céu azul, um raio de sol, a chuva da tarde, o cair da noite, com seu manto aveludado bordado de estrelas.
Acalma meu passo, Senhor, para que eu possa perceber no meio do incessante labor cotidiano dos ruídos, lutas, alegrias, cansaços ou desalentos, a tua presença constante no meu coração.
Acalma meu passo, Senhor, para que eu possa entoar o cântico da esperança, sorrir para o meu próximo e calar¿me para escutar a tua voz.Acalma meu passo, Senhor, e inspira-me a enterrar minhas raízes no solo dos valores duradouros da vida, para que eu possa crescer até às estrelas do meu destino maior.
Obrigado, Senhor, pelo dia de hoje, pela família que me deste, pelo meu trabalho e, sobretudo, pela tua presença em minha vida.
Tudo isto te peço, Senhor, pois se estás comigo, em nenhum lugar me sentirei triste, porque, apesar da tragédia diária, tu enches de alegria o universo.
Se estás comigo, não tenho medo de nada, nem de ninguém, porque nada posso perder e todas as forças do cosmos são impotentes para tirar-me o que me pertence, na qualidade de filho de Deus: o teu amor.
Se estás comigo, tudo executarei em teu nome. Enfim, em nenhum lugar me sentirei estranho, deslocado, porque estás em todas as regiões, na mais suave de todas as paisagens, no limite indeciso de todos os horizontes.
***
A brisa refrescante que arrefece o calor dos dias de verão somente nos beneficiará se a respirarmos compassadamente.
Somente poderemos sentir a chuva benfazeja que se derrama sobre larga faixa terrestre, trazendo a fertilidade ao chão e alimentando as fontes, se alongarmos as mãos para recolher o líquido precioso.
Também as bênçãos de Deus se espelham sobre todas as criaturas, porém, para que as possamos sentir, dulcificando-nos as vidas, é preciso que nos unamos, em sintonia feliz, a essas faixas de luz.
E esta sintonia se chama oração.
Momento Espírita, a partir de mensagem anônima, do texto ¿Se amas a Deus¿ de autoria de Amado Rervo.
Ontem, entrei numa locadora de vídeo, numa passada rápida sobre os títulos, dei com um filme, chamado "Falando com os mortos", lançado em 2001, filme de suspense. O Título me chamou a atenção e lento a sinopse percebi que poderia ser interessante: "Um filme repleto de suspense baseado na história do médium mundialmente conhecido James Van Praagh que, desde de criança, é atormentado por conversas e visões com mortos. Após muitos anos, James se une à polícia para descobrir um serial Killer que vêm atormentando suas visões e a vida da cidade. Mergulhe nesta história, que envolve as nossas questões mais profundas sobre vida após morte.
Quando alguém deseja algo ardentemente, já se encontra a caminho da realização.
Convém não esquecer, contudo, que a realização nobre exige três requisitos fundamentais, a saber:
primeiro, desejar;
segundo, saber desejar; e,
terceiro, merecer, ou, por outros termos, vontade ativa, trabalho persistente e merecimento justo.
do livro "Nosso Lar" - André Luiz/Francisco Cândido Xavier.
Retrata as condições da vida além-túmulo, objetivando comprovar a eternidade do Espírito, o estreito relacionamento entre os dois planos da vida e a riqueza das atividades desenvolvidas nas esferas invisíveis ao olhar humano. Em 50 capítulos, analisa e esclarece assuntos como: alimentação no Plano Espiritual; culto familiar; lei de causa-e-efeito; música; remuneração de serviço; e zonas inferiores. Narra experiência pessoal, destacando o encontro com a própria consciência como a maior surpresa diante da morte carnal. Comprova ser a Terra oficina sagrada onde o homem deve aprender a elevar-se, aproveitando dignamente a oportunidade que o Senhor lhe concedeu.
Veja a Série Nosso Lar, clique aqui para ler em formato PowerPoint.
2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.
3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.
4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.
5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.
6 - Evitar as conversações inúteis.
7 - Receber o sofrimento o processo de nossa educação.
8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.
9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.
10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.
* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Paz e Renovação.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Usa a cortesia nos teus movimentos e ações, gerando simpatia e amizade.
O que possas fazer, não delegues a outrem.
Porque alguém trabalha contigo, não te cabe o direito de sobrecarregá-lo, exigindo-lhe além das suas possibilidades.
Mesmo os teus serviçais merecem a tua consideração e respeito.
Cooperam contigo e são remunerados.
Faze mais: torna-os teus amigos.
Há pequenas e cansativas tarefas a eles afetas que podes executar sem te cansares nem os mortificar.
No trato com eles, usa as expressões: "Por favor" e "muito obrigado", desse modo, educando-os mais e espalhando afeição em torno dos teus passos.
Se a teoria da evolução através da reencarnação foi inventada por alguém, como dizem, quem a inventou? Foi Satanás? Foram seres humanos?
Se foi Satanás, ou mesmo seres humanos, então eles seriam bem mais sábios e teriam mais elevado senso de justiça e de amor do que Deus.
Por quê?
Porque as explicações reencarnacionistas mostram a vida, o universo e os seres vivos sendo regidos por mecanismos incrivelmente sábios e justos. Por essa tese cada criatura racional é responsável por si mesma, pelo próprio crescimento como ser cósmico, partícipe da vida, dos tesouros que estão à disposição de todos, desde os intelectuais, artísticos, culturais, até os afetivos e todas sempre recebendo novas e renovadas oportunidades de reajuste ante as leis maiores, podendo resgatar suas faltas e liberar-se dos pesos consciências, de forma legítima.
De outro lado, temos as teses das religiões que se guiam pela Bíblia, tendo-a como a palavra de Deus, interpretada ao pé da letra. Por elas o sistema regente da vida é terrivelmente injusto, cruel e pouco criativo. Concebem um Deus todo envolvido com o cotidiano humano, interesseiro e facilmente enganável, além de parcial, tirano, sádico, cruel e incompetente, por não saber conduzir suas criaturas por caminhos mais justos de crescimento e aperfeiçoamento. No livrinho Temor a Deus comentamos isto mais detalhadamente e mostramos onde se encontram todos esses enfoques no corpo da Bíblia.
Mas quando entendemos Deus como a causa primária de todas as coisas, a soberana inteligência, justiça, sabedoria e amor, como no-lo colocou Jesus e como o bom senso nos indica, não podemos deixar de crer na reencarnação e na lei de causa e efeito. Não fosse assim, teríamos de concluir que existem seres mais inteligentes, mais competentes e criativos, com mais elevado senso de justiça e amor do que Deus, seres esses que teriam inventado os mecanismos da reencarnação e a lei de ação e reação.
Será possível existir alguém melhor e mais competente do que Deus?
Se existe, esse alguém terá de ser, forçosamente, superior a Ele. Isto favorece a teoria de que Jeovah seria o Espírito responsável pela evolução do povo israelita, considerado por este como o próprio Deus, conforme detalhamos no citado livrinho Temor a Deus.
Grupo Luarte apresenta na FEESP a peça UM ROQUEIRO NO ALÉM Dia: 30 de OUTUBRO - Sábado às 19H00
Local: FEESP - Salão BEZERRA DE MENEZES - Rua Santo Amaro, 370
Adaptação da obra psicografada de Nelson Moraes (médium) - Zílio (espírito). Nelson Moraes estará presente autografando.
Sinopse do Livro: Roqueiro famoso, surpreendido pela morte prematura causada pelo uso de drogas, se vê diante de uma realidade que jamais imaginara. Submetido à lei de causa e efeito se viu preso a sepultura durante longo período. Mais tarde, livre dessa situação, percorreu os vales de sofrimentos até alcançar o equilíbrio. A maioria dos leitores reconheceram o espírito Zílio, como sendo o saudoso roqueiro RAUL SEIXAS.
O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a demência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal..
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.
Homem de bem, é o que caracteriza o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.
Muitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as conseqüências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos. A que atribuir isso? A alguma falta de clareza da Doutrina? Não, pois que ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza e da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direito à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo.
Será então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem, com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encamado.
Nalguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que a moral, que se lhes afigura cediça e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar Os arcanos do Criador. Esses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções. Contudo, a aceitação do princípio da doutrina é um primeiro passo que lhes tornará mais fácil o segundo, noutra existência.
Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade.
Nos primeiros tempos de atividade como médium, em Pedro Leopoldo, Chico Xavier aborrecia-se quando algumas pessoas, ainda que amigáveis, discutiam acaloradamente sobre sua mediunidade.
Numa dessas ocasiões, viu sua mãe desencarnada, dona Maria João de Deus, que o aconselhou a evitar os atritos, usando a água da paz.
Animado, o médium procurou o medicamento nas farmácias da cidade e até em Belo Horizonte, infrutiferamente.
Na primeira oportunidade em que a mãezinha veio até ele, comentou sua dificuldade.
Ela sorriu:
- O remédio está em sua casa, ao alcance de suas mãos. Quando alguém lhe provocar irritações, pegue um copo d´água, beba-a um pouco e conserve o resto na boca, sem engolir. Enquanto durar a tentação de responder, deixe-a banhando a língua. Essa é a água da paz.
Santo remédio!
Desentendimentos, brigas e até agressões são disparados no famigerado "bate-boca", em que a pessoa fala o que quer e ouve o que não quer, na base do dize-tu-direi-eu.
Quando arde o cérebro e esquenta a boca, a língua ferve! Fica impossível contê-la.
Eleva-se o tom, alteram-se os ânimos, explodem palavrões, instala-se a desarmonia.
Por uma má palavra, sucedida de muitas, em recíprocas ofensas, casamentos são desfeitos, filhos abandonam o lar, amizades deterioram, empregos são perdidos, vivência religiosa fica comprometida.
Diz André Luiz que quando nos deixamos dominar pela cólera, resvalamos para estágios primitivos de comportamento, extravasando a inferioridade que ainda há em nós. É como uma pane mental, em que perdemos o controle de nossas emoções.
A partir daí tudo pode acontecer.
Há até quem vai parar na prisão, comprometido em assassinato, na medida em que os ânimos se alteram.
Os jornais são pródigos em notícias dessa natureza:
"Matou o irmão por causa de uma discussão."
"Motorista mata o causador de um acidente."
"Funcionário mata o chefe que o advertiu."
"Policial mata o infrator de trânsito que o desacatou."
"Torcedor é morto pela torcida do time adversário."
Incrível! Um minuto de invigilância, e eis a vida complicada!
A receita de dona Maria João de Deus é o santo remédio.
Se o ambiente começa a esquentar, se a língua ameaça ferver, água da paz nela!
Quando um não quer, diz a sabedoria popular, dois não brigam - não gritam, não xingam, não se agridem, não se matam...
Um amigo costuma carregar uma garrafinha d´água, por onde vai.
Hábito salutar, principalmente nos dias quentes.
- Cuidando da hidratação?
- Cuidando de manter a língua fria! Aprendi com Chico Xavier.
Há variantes para a água da paz, que se aplicam no lar, com excelentes resultados.
Ao casar-se, o noivo combinou com a eleita um providencial "passeio da paz".
Sempre que o "clima" esquentasse no lar, um dos dois fecharia a boca e iria dar uma boa caminhada no campo. Foi ótimo, favorecendo a salubridade do ambiente doméstico.
Além do mais, ambos tinham aspecto saudável, corado, próprio de quem vai freqüentemente ao campo.
Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos de todo mal...
Quando analisamos essas expressões do Pai Nosso, sempre imaginamos que Jesus reporta-se aos nossos comprometimentos com a riqueza, o sexo, o poder, o vício...
Consideremos algo mais: a tentação de dizer o que pensamos, sem pensar no que dizemos!
Atentemos à recomendação de Casimiro Cunha, em psicografia de Chico:
Meu amigo, se desejas
Paz crescente e guerra pouca,
Ajuda sem reclamar
E aprende a calar a boca.
Mantém o teu controle emocional em todas as situações.
Sistema nervoso alterado, vida em desalinho.
Se dificuldades ameaçarem o teu equilíbrio, utiliza-te da oração.
A prece é medicamento eficaz para todas as doenças da alma.
É muito comum encontrarmos afirmações do tipo: Espírita Kardecista, Kardecismo, até mesmo no meio Espírita em palestras, jornais e revistas e nas fachadas de Centros Espíritas. O termo Kardecismo é utilizado como sinônimo de Espiritismo, demonstrando que a confusão iniciada no meio espírita atinge também a mídia. Isto é tudo que alguns "inimigos" da Doutrina Espírita querem, pois ela deixaria de ser a revelação dada por uma plêiade de espíritos liderados pelo Espírito da Verdade para ficar resumida em uma única pessoa. Antigamente falava-se em espiritismo de mesa branca, espírita de mesa branca e a mesa branca foi substituída por Kardecismo ou Kardecista, alguns centros chegam a incluir em sua denominação Centro Espírita Kardecista.
Para explicar porque não sou espírita Kardecista, chamo em minha defesa o Sr. Allan Kardec, que sem dúvida era o bom senso encarnado e que já imaginando as distorções que poderiam ocorrer fez questão de deixar bem claro logo no primeiro parágrafo da introdução do Livro dos Espíritos o seguinte: "Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim exige a clareza da linguagem para evitar confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras." e mais a frente estabelece "Os adeptos do Espiritismo serão, Espíritas ou se quiserem Espiritistas.
E, pela equipe de espíritos responsáveis pelo Livro dos Espíritos, vamos aos prolegômenos deste livro, que nos dizem: "Este livro é o repositório de seus ensinos, foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional. Nada contém que não seja a expressão do pensamento deles e que não tenha sido por eles examinado. Só a ordem e a distribuição metódica das matérias, assim como as nota e a forma de algumas partes da redação constituem obra d´aquele que recebeu a missão de os publicar". Portanto a simples leitura da Introdução e dos Prolegômenos do Livro dos Espíritos já bastaria para que não criássemos termos novos para definir o que já está definido e muito bem definido. Espíritas Kardecista leiam o Capitulo I de A Gênese que trata do Caráter da Revelação Espírita , em especial o item 45:
"A primeira revelação teve a sua personificação em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum. As duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva; aí está um caráter essencial de grande importância. Ela é coletiva no sentido de não ser feita ou dada como privilégio de pessoa alguma; ninguém, por conseqüência, pode inculcar-se como seu profeta exclusivo; foi espalhada simultaneamente, por sobre a Terra, a milhões de pessoas, de todas as idades e condições, desde a mais baixa até a mais alta da escala, conforme esta predição registrada pelo autor dos Atos dos Apóstolos: "Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei o meu espírito sobre toda a carne; os vossos filhos e filhas profetizarão, os mancebos terão visões, e os velhos, sonhos." (Atos,cap.II,vv. 17,18.) "Ela não proveio de nenhum culto especial, a fim de servir um dia, a todos, de ponto de ligação." Com base neste item Kardec faz uma nota explicando o seu papel "neste grande movimento de idéias". Neste mesmo livro no Cap. XVII, Predições do Evangelho item 40, podemos ler : "Não é uma doutrina individual, uma concepção humana; ninguém pode dizer-se seu criador. É o produto do ensino coletivo dos espíritos, ao qual preside o Espírito de Verdade." E no rodapé da pagina joga uma pá de cal sobre este assunto, escrevendo o seguinte:
"Todas as doutrinas filosóficas e religiosas trazem o nome da individualidade fundadora: o mosaismo, o cristianismo, o maometismo, o budismo, o cartesianismo, o furierismo, san-sinomismo, etc...A palavra Espiritismo ao contrário, não lembra nenhuma personalidade, ela encerra uma idéia geral, que indica, ao mesmo tempo, o caráter e a fonte múltipla da doutrina." Portanto baseado em tudo que aprendi até agora, sou Espirita e ponto final.
Nas horas difíceis, quando lembramos de rogar a Deus por seu socorro, nem sempre sabemos interpretar a sua resposta.
No entanto, a resposta sempre chega de conformidade com as nossas necessidades e merecimentos.
Um homem que costumava fazer pedidos específicos a Deus, um dia conseguiu entender a sua resposta e escreveu o seguinte:
Eu pedi a Deus para tirar a minha dor. Deus disse não. Não cabe a mim tirá-la, mas cabe a você desistir dela.
Eu pedi a Deus para fazer com que meu filho deficiente físico fosse perfeito. Deus disse não. Seu espírito é perfeito e seu corpo é apenas provisório.
Eu pedi a Deus para me dar paciência. Deus disse não. A paciência nasce nas tribulações; não é doada, é conquistada.
Eu pedi a Deus para me dar felicidade. Deus disse não. Eu lhe dou bênçãos. A felicidade depende de você.
Eu pedi a Deus para me proteger da dor. Deus disse não. O sofrimento lhe separa dos apelos do mundo e lhe traz mais perto de mim.
Eu pedi a Deus para me fazer crescer em espírito. Deus disse não. Você tem que crescer sozinho, mas eu lhe podarei para que você possa dar frutos.
Eu pedi a Deus todas as coisas para que eu pudesse gostar da vida. Deus disse não. Eu lhe dou vida para que você possa gostar de todas as coisas.
E, por fim, quando pedi a Deus para me ajudar a amar os outros, tanto quanto ele me ama. Deus disse:
- Finalmente você captou a idéia!
Se, por ventura, você está se sentindo triste por não ter recebido a resposta que desejava receber do Pai Criador, volte a sorrir.
O sol beija o botão de flor e ela sorri.
A chuva beija a terra e ela, reverdecida, sorri.
O fogo funde os metais e estes, depurando-se, expressam formas para sorrir.
Vai a dor, volta a esperança.
Foge a tristeza, volta a alegria.
***
Certa vez um discípulo rogou, emocionado, a seu mestre:
Senhor, quando identificarei a plenitude da paz e da felicidade, vivendo neste mundo atribulado de enfermidades e violências?
O mestre, compassivo, respondeu:
Quando puderes ver com a suavidade do meu olhar as mais graves ocorrências, sem julgamento precipitado; quando lograres ouvir com a paciência da minha compreensão generosa; quando puderes falar auxiliando, sem acusação nem desculpismo; quando agires com misericórdia, mesmo sob as mais árduas penas e prosseguires sem cansaço no caminho do bem entre espinhos pontiagudos, confiando nos objetivos superiores, te identificarás comigo e gozarás de felicidade e paz.
O aprendiz ouviu, meditou, e, levantando-se, partiu pela estrada do serviço ao próximo, disposto a conjugar o verbo amar, sem cansaço, sem ansiedade e sem receio.
Se, por ventura, você está triste por não ter recebido a resposta que desejava do Pai Criador, volte, portanto, a amar e a sorrir.
Só assim vai a dor e volta a esperança.
Foge a tristeza e volta a alegria.
(Baseado em texto recebido pela Internet, sem mencionar o autor e mensagem volante do Espírito Eros.)
Divaldo Franco psicografou em francês durante o evento
Durante o 4º Congresso Internacional de Espiritismo o conferencista Divaldo Pereira Franco, que esteve presente no evento, psicografou uma mensagem diferente.
Divaldo Franco, que não sabe falar ou escrever francês, psicografou um texto assinado por Léon Denis. O texto foi escrito espelhado, ou seja, só pode ser lido com o uso de um espelho.
Abaixo você pode ler a tradução da mensagem e ver ainda a imagem original da psicografia, e ainda sua versão já "espelhada" através de efeitos de computação gráfica.
Reconhecimento a Allan Kardec
No mesmo ano em que Napoleão Bonaparte foi consagrado Imperador dos franceses, Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon em 3 de outubro de 1804.
transferido da fogueira de Constance em 6 de julho de 1415, para os dias gloriosos da intelectualidade de Paris, Kardec dedicou-se ao apostulado da Doutrina ensinada e pregada por Jesus.
Sua vida e obra testemunham seu grandeza - Missionário da Verdade!
Nós, os beneficiários da sua sabedoria, agradecemos, emocionados, e pedimos humildemente: ore por nós, tu que já estás no reino dos céus!!!
Abençoa o dinheiro para que o dinheiro te abençoe.
Em verdade, não temos nele a vida, mas em si mesmo se erige por valioso sustentáculo do progresso sobre o qual a vida se aperfeçoa.
Não é o amor, entretanto, suscita a simpatia e o reconhecimento em que, muitas vezes, o amor aparece em fontes de luz.
Não é saúde, todavia assegura o medicamento que combate a enfermidade.
Não é a paz, contudo, é fator de equilíbrio, promovendo o trabalho ou extinguindo muitos dos débitos que atormemtam o espírito.
Não é a felicidade, no entanto, pode criar a felicidade a nosso favor, através do bem que é capaz de esparzir.
Talvez, dirás com amargura de quantos viste no resvaladouro da delinqüência por não saberem usufruí-lo com segurança e proveito. De nossa parte, porém, tomamos a liberdade de perguntar se conheces todo o inventário:
das dores que o dinheiro suprime;
das lágrimas que enxuga;
das alições que desfaz;
das empresas culturais que sustenta;
do reconforto que espalha;
das esperanças que semeia;
das boas obras que realiza;
das vidas que salva;
dos suicídios e delitos outros que consegue evitar;
das indústrias que incentiva e mantém;
das inteligências que aprimora;
ou das bênçãos de alegria que distribui.
Não censures a fortuna amoedada e nem condenes aqueles que a conservam. Carregando responsabilidades e dirigindo-se a fins que ingnoramos.
Na Terra, o dinheiro é uma alavanca que a Divina Providência nos coloca nas mãos; manejando-a, tanto se pode marginalizar o coração nas trevas quanto edificar o luminoso caminho para a Vida Maior.
Dinheiro, em suma, vem de Deus, mas é forçoso reconhecer que a aplicação dele vem de nós.
Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Caminho Verdade e Vida - Ed. FEB
O hóspede chegou inesperadamente, por volta de meia-noite.
Como não havia pão para preparar-lhe um lanche, nem mercado vinte-e-quatro-horas, o dono da casa procurou um amigo que morava nas vizinhanças.
Bateu à porta.
- Quem é?
- Sou eu. Venho pedir-lhe três pães emprestados. Estou com um visitante e nada tenho para lhe oferecer.
Meio complicado, uma pessoa de nosso círculo de amizade bater em nossa porta, altas horas, para pedir pão.
Do lado de dentro, o morador reagiu:
- Ora, isso são horas para incomodar-me?! Já me recolhi com meus filhos.
Nosso herói não era homem de desistir facilmente.
- Por favor - reiterava, batendo à porta. - Não me falte! Preciso desses pães!
E tanto insistiu que o amigo resolveu atendê-lo para ver-se livre dele.
Levantou-se e lhe deu quantos pães pedia.
...
Este curioso episódio poderia fazer parte de uma antologia da inconveniência, dos malas-sem-alça, pessoas de desconfiômetro desligado.
Não percebem que são inoportunos.
Pedir pão emprestado, à meia-noite!
Na verdade, trata-se de uma parábola contada por Jesus, num contexto em que ele se refere à oração.
Parece estranho.
Então Deus é como um dono de padaria, não muito disposto a nos dar os pães que atendam às nossas necessidades, mas pode mudar de idéia se insistirmos?!
Obviamente, não!
O Mestre usava com freqüência a hipérbole. Trata-se de uma imagem exagerada sobre determinada idéia, para chamar a atenção e fixá-la.
. Esperei uma eternidade...
. Morri de medo...
. Sofri como um condenado...
. Derramei lágrimas de sangue...
. Comi o pão que o diabo amassou...
O que Jesus quer dizer nessa hipérbole é que devemos orar com convicção, com firmeza e persistência, conscientes de que Deus, que não é um simples padeiro, nem tem as limitações humanas, certamente acolherá nossa oração, em qualquer circunstância, em qualquer hora.
E sempre nos atenderá!
...
A parábola é pouco conhecida.
Famosa é a conclusão de Jesus:
- Por isso vos digo:
Pedi, e dar-se-vos-á.
Buscai, e achareis.
Batei, e abrir-se-vos-á.
Pois qualquer que pede recebe.
Quem busca, acha.
E a quem bate, abrir-se-lhe-á.
Qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?
Ou se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente?
Ou, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?
Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial (...) àqueles que lho pedirem?
Muito mais que um padeiro, Pai de imenso amor e misericórdia, Deus sempre nos ouvirá e atenderá com o melhor, desde que o procuremos.
Jesus fala em bater, pedir e buscar.
Todos os que oram estão batendo - querem o contato com Deus pela oração.
E sempre pedem algo.
Raros, porém, empenham-se em buscar o objeto da oração, conscientes dos caminhos que devem trilhar para a concretização de seus desejos.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XXVII, Kardec apresenta um exemplo muito claro a esse respeito.
Um homem perdido no deserto e torturado pela sede implora ajuda ao Céu. Nenhum Espírito lhe trará água.
No entanto, se estiver disposto a caminhar, enfrentando a sede e o calor inclemente, receberá inspiração quanto ao rumo que deverá tomar para encontrar água.
O desempregado que ora ardentemente poderá esperar uma eternidade, sem que o emprego lhe bata à porta. Mas se sair a campo, os bons Espíritos o ajudarão a encontrar lugar no mercado de trabalho.
Importante "bater" e "pedir", estabelecendo contato.
Imperioso "buscar", cultivando a iniciativa.
Então o Céu nos ajudará.
Dois amigos conversam:
- Você acha que Deus conhece os nossos mais secretos pensamentos? Lê nossa alma como um livro aberto?
- Claro! Um dos atributos de Deus é a onisciência.
- Bem, se Deus tudo sabe, conhece melhor que nós mesmos nossas necessidades. Para que, portanto, orar?
Dúvida ponderável.
Ocorre que o objetivo da oração não é trazer Deus até nós, nem chamar a sua atenção para nossos problemas. Ele está presente em tudo e em todos.
O objetivo é nos colocar em contato com Ele, preparando o coração para assimilar suas bênçãos.
Um homem pode morrer de sede dentro de uma piscina, se não abrir a boca para beber a água. Da mesma forma, embora mergulhados nas bênçãos de Deus, é preciso abrir a boca espiritualmente, para que possamos sorvê-las.
...
Jesus diz que Deus atende às nossas orações.
Aparentemente, nem sempre acontece.
A jovem pede um príncipe encantado e tudo o que consegue é encantar-se com a sobrinhada.
O doente pede a cura e quem o atende é a morte.
A mulher pede um filho e a esterilidade se faz sua companheira.
Para entendermos que não há contradição alguma, Jesus nos conta outra parábola.
Em certa cidade havia um juiz mau caráter, homem iníquo, que não temia a Deus nem respeitava os homens.
Relapso, deixava acumularem--se pilhas de processos, sem que se preocupasse.
Uma viúva o procurava com insistência, para resolver uma pendência com alguém. E lhe pedia:
- Defende-me do meu adversário. O juiz não lhe dava atenção.
O tempo ia passando... A viúva a perseverar, rogando:
- Defende-me do meu adversário.
Ele acabou ficando preocupado.
E conjeturava:
- Se bem que eu não tema a Deus, nem respeite os homens; todavia, porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, para que ela não venha a molestar-me.
Alguns exegetas consideram que molestar pode ser traduzido por "acertar o olho" ou "dar um soco no olho". A tradução, então, seria, "vou atendê-la para que não me acerte o olho".
Jesus teria feito humor em torno do assunto. Numa sociedade machista como a judaica, há de ter sido hilário que aquele juiz severo, que não temia a Deus nem respeitava os homens, houvesse cedido ao medo de sofrer violência da parte de uma mulher.
Jesus conclui a parábola, dizendo:
Atentai ao que disse este juiz injusto e indigno.
Não fará justiça Deus aos seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em socorrê-los? Digo-vos que bem depressa lhes fará justiça.
Assim como na primeira parábola, Jesus nos diz que Deus atende àqueles que o procuram, seja de dia ou à noite, a qualquer momento.
Pode parecer estranho comparar Deus, o Onipotente, Supremo Juiz, com um juiz relapso e insignificante, não habituado a cumprir seus deveres.
Mas é simples entender.
Além da hipérbole, Jesus usa aqui uma técnica, expressa num aforismo latino: a minori ad maius, do menor para o maior.
Se num caso menor, um juiz iníquo promove a justiça em favor de uma mulher insistente, tanto mais, no caso maior, Deus, em sua grandeza, nos ajudará de pronto, não porque o importunemos, mas porque ele é o nosso Pai, de infinito amor e misericórdia.
...
Atentemos na observação de Jesus:
Deus atende às nossas orações, mas fazendo justiça, isto é, dando--nos de conformidade com nossos méritos e necessidades.
Deus age como um pai que não dá tudo o que o filho pede.
Apenas o que será realmente proveitoso para ele, ajudando-o em seu crescimento como ser pensante.
Enxergamos apenas parte da realidade, aquela que nos permitem nossos acanhados sentidos.
Se a nossa visão espiritual se dilatasse e pudéssemos conhecer o passado, verificaríamos que os males têm a sua razão de ser. Estão associados ao nosso passado, e surgem, não como castigo divino, mas como medida educativa.
As limitações que enfrentamos, sob o ponto de vista físico, psicológico, mental, social, profissional, sentimental, são instrumentos divinos para conter e eliminar nossas tendências inferiores...
Quem se compraz com a maledicência pode ter problemas na expressão de suas idéias...
O fumante terá problemas pulmonares...
O alcoólatra terá fígado frágil...
O toxicômano ressurgirá com debilidade mental...
O violento sofrerá em corpo debilitado...
A mulher que praticou o aborto terá esterilidade...
O viciado em sexo sofrerá de impotência congênita...
Nesses casos, Deus abrandará as nossas dores, mas não as eliminará, porquanto são indispensáveis à nossa redenção.
...
É importante considerar que Deus nos atende de conformidade com nossas necessidades legítimas, como Espíritos imortais, a fim de não imaginarmos que faça ouvidos moucos às nossas rogativas.
A propósito, vale lembrar a oração de um atleta americano que encontrou Deus a partir de dolorosa experiência.
Ficou paralítico aos vinte e quatro anos, em plena vitalidade, belo e forte, cheio de planos para o futuro.
Pedi a Deus força para executar projetos grandiosos,
E ele me fez fraco para conservar--me humilde.
Pedi a Deus saúde para grandes feitos.
E ele me deu a doença para compreendê-lo melhor.
Pedi a Deus riqueza, para tudo possuir,
E ele me deixou pobre para não ser egoísta.
Pedi a Deus poder para que os homens precisassem de mim.
E ele fez-me humilde para que deles precisasse.
Pedi a Deus tudo o que me permitisse desfrutar a vida,
E ele me ensinou a desfrutar a vida com tudo o que tenho.
Senhor, não recebi nada do que pedi,
Mas deste-me tudo de que eu precisava.
E, quase contra a minha vontade,
As preces que não fiz foram ouvidas.
Louvado sejas ó meu Deus.
Entre todos os homens, ninguém tem mais do que eu!
Sábado ouvi a palestra de Raul Teixeira, que abriu o congresso em Paris, "Educação, Vida e Obra de Allan Kardec". Eu já tinha ouvido palestras de Raul e aí, notei mesmo uma diferença. Esta palestra de sábado foi marcada por uma situação interessante: em determinados momentos a oratória de Teixeira lembrava a de Divaldo Franco, retratando talvez uma influência da mentora Joanna de Ângelis.
O Codificador do Espiritismo foi o campeão de sugestões aos Correios, que vai emitir 800 mil selos. França também faz homenagem.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) lança, no dia 3 de outubro de 2004, um selo em homenagem ao Bicentenário de Nascimento de Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita. Desde que se iniciou o processo de consulta popular para motivos pictóricos de selos, há seis anos, Allan Kardec foi o que recebeu o maior número de propostas: 2352 sugestões foram enviadas aos Correios.
O lançamento do selo será no dia 05 de outubro, às 11h, em uma solenidade no auditório da Universidade Correios, na avenida L4- Norte, em Brasília (DF), com a presença do presidente da ECT, João Henrique de Almeida; e da deputada federal Raquel Figueiredo (GO), que intermediou junto ao governo federal o pedido da FEB para a emissão do selo. Mas o selo em homenagem a Kardec estará disponível para compra nas agências dos Correios de todo o País desde o dia 3 de outubro, data de nascimento do Codificador do Espiritismo.
Originalmente, o selo não estava previsto para ser lançado este ano, mas o Ministério das Comunicações entendeu que a relevância do tema merecia uma inclusão na programação de emissões de 2004.
As propostas para emissão de selos são apresentadas em reuniões com filatelistas denominadas Bate-papo Filatélico, realizadas em todas as capitais, e pela internet (www.correios.com.br ). Todas as propostas são submetidas à Comissão Filatélica Nacional, colegiado responsável pela tarefa de analisar e decidir sobre os temas que comporão a Programação Filatélica. O material selecionado pela Comissão é apresentado ao Ministério das Comunicações, que homologa a programação definitiva. Depois dessa homologação, apenas o ministro das comunicações pode autorizar a inclusão de novos temas.
A ECT imprimiu 800.010 selos de 40 mm X 30 mm. A arte foi feita por Tarcisio Ferreira, autor da logomarca aprovada pelo Conselho Federativo Nacional (CFN) em sua reunião de novembro de 2004. O selo apresenta, à direita, a logomarca internacionalmente utilizada nas comemorações do Bicentenário de Nascimento de Kardec. A logomarca focaliza um busto em cobre - fotografado por Edson Audi e capa do livro "Vida e Obra de Allan Kardec", de autoria de Audi e editado pelas Publicações Lachatre, localizado no túmulo de Kardec, em Paris, e a cepa da videira, elemento presente em sua obra, cuja nobreza é representada pela faixa amarela dourada que contorna a efígie. À esquerda, e na parte inferior, as cores verde e amarelo, tendo sobreposta a assinatura de Allan Kardec, simbolizam o Brasil, onde o Espiritismo criou as mais profundas raízes. O lema "Trabalho, Solidariedade e Tolerância" foi a bandeira que conduziu a vida do Codificador do Espiritismo.
Além do selo, a ECT vai lançar um carimbo em comemoração ao Bicentenário de Kardec.
Começou ontem, dia 02 de Outubro e prossegue até dia 5 deste mesmo mês, na cidade de Paris, capital francesa, o 4º Congresso Espírita Mundial, que comemora os 200 anos de nascimento de Allan Kardec, completados exatamente hoje.
Ontem ouvi na abertura a palestra do medium Raul Teixeira, falando de Allan Kardec, Educador e Codificador da Doutrina Espírita e o surgimento dos livros básicos. Na rádio Boa Nova (www.radioboanova.com.br) a partir de amanhã estará disponibilizando as palestras em OFF LINE.
Há 2 milhões e 300 mil espíritas no Brasil, de acordo com o Censo 2000, realizado Pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Terceiro maior grupo religioso do País, os espíritas são, também, o segmento social que têm maior renda e escolaridade, segundo os dados do mesmo Censo.
Os espíritas têm sua imagem fortemente associada à prática do bem e da caridade. Eles mantêm em todos os Estados brasileiros asilos, orfanatos, escolas para pessoas carentes, creches e outras instituições de assistência e promoção social. Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, é uma personalidade bastante conhecida e respeitada no Brasil.
Seus livros já venderam mais de 15 milhões de exemplares em todo o País. Se forem contabilizados os demais livros espíritas, todos decorrentes das obras de Allan Kardec, o mercado editorial brasileiro espírita ultrapassa 4.000 títulos já editados e mais de 80 milhões de exemplares vendidos.
A Federação Espírita Brasileira foi fundada em 2 de janeiro de 1884, no Rio de Janeiro. Este ano completou, portanto, 120 anos. É uma sociedade civil, religiosa, educacional, cultural e filantrópica, que tem por objeto o estudo, a prática e a difusão do Espiritismo em todos os seus aspectos, com base nas obras da Codificação de Allan Kardec e no Evangelho de Jesus.
Mantém os teus pensamentos em ritmo de saúde e otimismo.
A mente é dínamo poderoso.
Conforme pensares atrairás respostas vibratórias equivalentes.
Quem cultiva doenças, sempre padece problemas dessa natureza.
Quem preserva a saúde, sempre supera as enfermidades.
Pensa corretamente e serás inspirado por Deus a encontrar as soluções melhores.
O pensamento edificante e bom é também uma oração sem palavras, que se faz sempre ouvida.
É muito comum afirmar-se que ser espiritualista é a mesma coisa que ser espírita ou espiritista. Aqueles que assim pensam dão prova de que desconhecem os fundamentos da Doutrina Espírita. Há outros que, ao serem interrogados sobre a religião a que pertencem, embora sejam espíritas militantes, vacilam e dão esta resposta: Sou espiritualista.
De duas uma: ou respondem assim porque desconhecem a diferença que há entre a Doutrina Espírita e as doutrinas espiritualistas, ou porque temem confessar a qualidade de espírita convicto. Acham que, afirmando serem espiritualistas, eximem-se de quaisquer responsabilidades, no tocante à religião, diante da sociedade a que pertencem. É a isto que se chama "covardia moral".
É preciso que se saiba que "todo espírita é necessariamente espiritualista, mas nem todos os espiritualistas são espíritas".
Embora seja a Doutrina Espírita uma doutrina espiritualista, por excelência, é necessário fazer-se distinção das demais correntes espiritualistas.
Para exemplo, tomemos a Umbanda, seita muito divulgada no Brasil.
Será a Umbanda doutrina espiritualista?
Sim, é doutrina espiritualista, porquanto estabelece a comunicação entre os vivos e os chamados mortos, admitindo, conseqüentemente, a sobrevivência do Espírito após a morte do corpo físico; admite sua evolução através das vidas sucessivas e crê no resgate, pela dor, das faltas cometidas em existências anteriores.
Por essas características, não há dúvida alguma tratar-se a Umbanda de uma doutrina essencialmente espiritualista. Mas, por outro lado, será ela Doutrina Espírita ou Espiritismo?
Não. A Umbanda não pode ser considerada Doutrina Espírita porque admite cerimônias litúrgicas, entre elas a do casamento e a do batizado; é litólatra, porque adota nos seus trabalhos imagens dos chamados "santos" (a palavra litólatra vem de litolatria, que é a adoração das pedras), e é também fitólatra, porque faz uso de ervas para defumações, além de outros ritos (a palavra fitólatra vem do grego phyton "planta"; o segundo elemento, latra, provém do verbo grego latrein "adorar"). Mas o Espiritismo não tem ritos de espécie alguma.
Como se vê, por estas observações ficou demonstrada a diferença existente entre a Doutrina Espírita e uma das doutrinas espiritualistas, que é a Umbanda, doutrina esta que tem, face aos seus dogmas e ritos, bastante afinidade com o Catolicismo, também considerado espiritualista, porque admite a existência de Deus e de entidades espirituais que sobrevivem após a desencarnação.