Ao Levantar-se
Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã.
Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retornar as próprias atividades.
Levante-se com calma.
Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto não auxiliam em tempo algum.
Guarde para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem.
Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para qua vida nos abençoe.
(do Livro Sinal Verde, médium Francisco Cândido Xavier, Espírito André Luiz.
Substitui, no teu vocabulário, as más pelas boas palavras.
Expressões chulas e vulgares, talvez estejam na moda, porém “envenenam o coração”.
A palavra é instrumento da vida para a comunicação, o entendimento, e não arma para agressão, violência e vulgaridade.
O uso irregular das palavras corrompe a mente e rebaixa o homem.
O verbo expressa a qualidade moral do indivíduo.
Porque há pessoas que falam bem e são más, não é justo que sendo bom, te apresentes mal.
Para Ler: O Nazareno de Sholen Asch, tradução de Monteiro Lobato
Lendo: O Consolador pelo espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Enquanto é tempo Edgard Armond.
Diálogo com as sombras Hermínio C. Miranda.
Boa Nova pelo Espírito Humberto de Campos, psicografo por Francisco Cândido Xavier.
O Cristianismo Primitivo de Ismael Armond.
Evangelho no Lar à luz do espiritismo de Maria Tonietti Compri.
Os animais têm alma? de Ernesto Bozzano.
Luz Acima, pelo espírito Irmão X, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Lidos: Voltas que a vida dá Zibia Gasparetto - Autores Diversos.
Vida e Atos dos Apóstolos de Caibar Schutel.
Sem o véu das ilusões romance psicografado por Roberto de Carvalho, pelo espírito Basílio.
Para um Mundo Novo, Homens Novos de Demetre Abraão Nami.
Na cortina do tempo Edgard Armond.
A 2ª Morte obra mediúncia de R.A. Ranieri, pelos Espíritos André Luiz e Altino.
Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Desenvolvimento Mediúnico - Mediunidade Prática, Edgard Armound.
O Livro dos Médiuns, Allan Kardec.
Um só Caminho Evolução, Saúde, Reforma Íntima de Ubiraci de Souza Lea.
O Regresso de Glória contos de Jorge Rizzini.
O Céu e o Inferno, Allan Kardec.
Mediunidade Seus aspectos, desenvolvimento e utilização de Edgard Armond.
A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, Allan Kardec.
Jesus no Lar pelo Espírito Neio Lúcio, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Relembrando o passado de Edgard Armond.
Copos que Andam romance do Espírito Antônio Carlos, psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho.
Bem-Aventurados os Simples pelo Espírito Valérium, psicografado por Waldo Vieira.
O Mestre dos Mestres - Jesus, o maior educador da história.
Do outro lado da cruz de Dario Sandri Jr. pelo Espírito Fénelon.
Gotas de luz - O orientador espírita de Renato Ourique de Carvalho pelo Espírito Ramatis.
Temas de hoje problemas de sempre de Richard Simonetti.
Renovando Atitudes de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado pelo Espírito Hammed.
O Duplo Etérico de Major Arthur E. Powell
Aconteceu na Casa Espírita psicografado pelo médium Emmanuel Cristinao pelo Espírito Nora.
O corpo Etérico do homem a ponte da consciência.
Os Chakras Os centros magnéticos vitais do ser humano de C.W. Leadbeater
Passes e Radiações Métodos espíritas de cura, de Edgard Armond.
A cabana das flores - uma escola de almas romance psicografado por Roberto de Carvalho pelo Espírito Basílio.
Cidade no Além de Francisco Cândido Xavier e Heigorina Cunha pelos Espíritos André Luiz e Lucius.
Educadores do coração de Walter Barcelos.
Médiuns e Mediunidade de Divaldo P. Franco pelo Espírito Vianna de Carvalho.
Pais Brilhantes Professores Fascinantes de Augusto Cury.
O Sublime Peregrino obra psicografada por Hercílio Maes, médium de Ramatis.
Gotas de Luz obra psicografada por Beatriz Bérgamo, espírito Ramatis.
Há dois mil anos e 50 Anos Depois pelo espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Pertinho do céu contos do espírito Euzébio, psicografado por Alvaro Basile Portughesi.
O Monge e o Executivo James C. Hunter, uma história sobre a essência da liderança, uma lição sobre como se tornar uma pessoa melhor.
Por muito te amar contos do espírito Euzébio, psicografado por Alvaro Basile Portughesi
Quem tem mdeo da morte?, Um Jeito de Ser Feliz e O céu ao nosso alcance de Richard Simonetti, o romance Paulo e Estêvão, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, Nosso Lar, A Caminho da Luz, Os Mensageiros obras de André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier; Memórias de um suicida, de Yvonne A. Pereira (obra mediúnica); romance Um roqueiro no além, de Nelson Moraes pelo espírito Zílio
Dramas da obsessão pelo Espírito Bezerra de Menezes, de Yvonne A. Pereira.
O Mundo Invisível e a Guerra, de Léon Denis, Edições CELD, Evolução em Dois Mundos pelo Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira,
Ação e Reação pelo Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier.
Mecanismos da Mediunidade pelo Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
Os Exilados da Capela de Edgard Armond, Memórias de um Toxicômano de Marcos Alberto Ferreira, (Espírito) Tiago
A vida no outro mundo de Caibar Schutel
Livros de Estudo:Iniciação Espírita, autores diversos. Programa de aulas completo, abrangendo todo o curso da Escola de Aprendizes do Evangelho - desde a formação do cosmo, da Terra, a evolução planetária, passando pelas três revelações, até os tópicos mais atuais do conhecimento espírita. O Redentor, Edgard Armond. Levantamento amplo e irrestrito sobre a vida, a personalidade, a doutrina e os fatos mediúnicos notáveis que marcaram a trajetória do Cristo na Terra, numa linguagem acessível e concisa. Um dos livros mais lidos e interessantes sobre o Mestre da Galiléia. Entendendo o Espiritismo - Curso Básico autores diversos, Editora Aliança, livro do Curso Básico.
Livros de cabeceira: O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo, Manual Prático do Espírita, Fonte Viva - Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel.
Um mestre budista caminhava pelos vilarejos com seu discípulo, levando palavra de conforto em troca de comida e dormida, já que eles fazem votos de pobreza.
Quando eles chegaram em uma aldeia pequena e pobre, como era de costume assim que os moradores avistavam um mestre adentrar em sua propriedade, paravam tudo o que estavam fazendo para recepcioná-lo.
Convidado para entrar, foi servido o que havia de melhor em sua casa, já que pobre ela era, não passava de uma simples choupana com telhado de palha, em um terreninho com plantio de arroz, e um barraquinho que servia de estábulo para uma vaca magra.
O mestre ao entrar, abençoou a casa, sentou em volta da mesa com seus moradores, e comeu tudo o que serviram, que eram basicamente duas coisas, leite e arroz.
Com muita alegria todos comeram arroz com coalho, beberam leite e de sobremesa comeram pão de farinha de arroz e água com manteiga e queijo.
Como já era tarde o sitiante convidou os peregrinos para pousar em seu estábulo, já que sua casa era pequena, e assim foi.
Antes de amanhecer o mestre acordou se discípulo, pediu-lhe para pegar a vaca trazê-la para fora, o que cegamente o fez, seguindo o mestre com a vaca em uma corda, chegaram em um barranco, o mestre parou olhou e disse.
-Aqui esta bom, agora jogue a vaca abaixo!
Surpreendido pelo pedido do mestre, mas com dor no peito, pois não entendera por que, o mestre queria fazer isso com a vaca, e pior ainda com a família que os tratara tão bem, já que a vaca era o sustento da família, empurrou a vaca que rolou o barranco e quebrou o pescoço.
Sem entender o que acontecera, se pos a acompanhar o mestre em sua peregrinação, mas isso ficou por muitos anos em sua cabeça.
Muitos anos se passaram e nunca mais retornaram ha aquela aldeia, ate que o mestre morreu, com peso no coração o discípulo resolveu visitar essa família, pois sentia que tinha uma grande divida para com ela, já que perdera um sustento importante em suas vidas.
Ao chegar na aldeia deparou com o terreno abandonado a casa destruída e muito mato, perguntou a um vizinho que por ali passava o que acontecerá com a família que ali morava, e com um sorriso na rosto comentou.
- A família que morava ai, agora esta morando no centro da cidade.
- Centro, que centro.
- No centro, a o senhor não é daqui, pois é, há muito tempo o casal que morava aqui deu guarita para dois monges, que dormiram no estábulo, quando eles foram embora não fecharam direito o barraco e a única vaca deles fugiu caiu num barranco e morreu, desesperado para alimentar a família o sitiante e sua esposa procuram emprego em uma cidade vizinha, uma coisa leva a outra, voltaram a estudar para ganhar mais, colocaram os filhos na escola, e o tempo passa.
Hoje ele é o prefeito da cidade que ajudou a construir, vendo que o povo local passava por estrema necessidades, como eles há tempos.
- Hoje temos escolas em nossa cidade, centro medica e ate um mercado municipal, não precisamos mais ir para outra cidade para vender ou comprar, e tudo por causa de uma vaca magra,
E compreendendo o ocorrido, o discípulo virou mestre.
Conclusão: só vamos dar o primeiro passo, quando jogamos nossa vaquinha barranco abaixo.
Quatro velas estavam queimando calmamente. O ambiente estava tão silencioso que se podia ouvir o diálogo entre elas.
A primeira, expandido sua chama, disse: “eu sou a paz. Peregrino pelas estradas do sentimento, buscando morada no coração dos homens.
Viajo pelos campos devastados pelas guerras e canto a minha canção aos ouvidos dos que ainda persistem nas batalhas cruéis.
Penetro os lares e espalho o perfume da minha presença. Devo admitir que apesar da minha luz, as pessoas não têm conseguido me manter acesa.”
E, diminuindo sua chama, devagarzinho, apagou-se totalmente.
A segunda, mostrando o colorido da sua chama, falou: “eu me chamo fé. Tenho me sentido inútil entre os homens. Eles se encontram cheios de tanta tecnologia e conquistas que não me escutam.”
“Não querem saber de Deus e das verdades espirituais. Insistentemente, tenho batido às portas da razão humana, demonstrando que sem a minha luz, logo, logo, cairão em trevas densas e sofridas.”
Porque eu sou a chama que se apresenta quando o desengano aparece. Sou a luz que brilha na noite da desilusão. Sou a companheira dos que padecem males sem conta.
Mas, como tenho sido desprezada, não faz sentido eu continuar queimando.”
Ao terminar sua fala, um vento bateu levemente sobre ela e ela se apagou.
Baixinho e triste a terceira se manifestou: “eu sou o amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, porque tudo é mais importante do que eu: a carreira, os prazeres, as coisas materiais. Os homens só conseguem enxergar a si próprios, esquecendo até dos que estão à sua volta.”
Dito isto, o amor recolheu a sua chama e se apagou.
De repente, entrou uma criança. Olhou as três velas apagadas e falou, espontânea:
“Que é isto? Vocês devem ficar acesas e queimar até o fim!”
Foi daí que a quarta vela, que havia permanecido queimando, sem nada dizer, falou: “Não tenha medo, criança. Nem se preocupe. Enquanto a minha chama estiver acesa, podemos acender as outras velas.”
Então a criança apanhou a vela da esperança e acendeu novamente as velas da paz, da fé e do amor.
A esperança é a virtude através da qual o cristão confia em receber a misericórdia de Deus na terra e a plenitude espiritual após a morte do corpo físico.
A vida, sem a esperança, perde o colorido e as suas elevadas motivações, porque é a esperança que concede forças para enfrentar os desafios e vencer as vicissitudes que surgem a cada passo.
Ninguém consegue viver com alegria sem o concurso da esperança.
Esperança de melhores dias. Esperança de realizações superiores. Esperança de paz. Esperança de fé. Esperança de amor. Esperança de elevação.
O espírita cristão, porque busca realmente compreender Jesus e raciocinar no Evangelho, é alguém sob regime de fiscalização permanente. Daí procedem as múltiplas contradições nas criticas que recebe.
Habitualmente, se é generoso, a multidão em torno dirá dele: é perdulário.
Se economiza: é avarento.
Se mantém a disciplina: é ditador.
Se não observa condições e horários: é irresponsável.
Se diligencia renovar as normas conhecidas: é revolucionário. Se conserva os padrões de hábito: é inerte.
Se usa franqueza: é descaridoso.
Se contemporiza: é hipócrita.
Se brinca: é irreverente.
Se chora: é obsesso.
Se comunicativo: é estouvado.
Se discreto: é orgulhoso.
Se estuda intensivamente:é afetado.
Se estuda menos: é ignorante.
Se colabora com afinco na assistência social: é santarrão.
Se coopera menos na beneficência de ordem material: é preguiçoso.
Se revela ardente fervor nas convicções: é fanático.
Se analisa, como é necessário, as instruções em andamento: é um céptico.
Se trabalha com grande número de pessoas: é demagogo.
Se trabalha em ambiente restrito: é insociável.
Efetivamente, a multidão é nossa família e nada justificaria qualquer propósito de nos distanciarmos dela, a pretexto de superioridade individual. Somos claramente chamados a servi-la. Com ela e por ela, é que também nos despojaremos das imperfeições que nos marcam a vida. Ainda assim, conquanto amando-a e abençoando-a, não nos seria lícito esquecer que ela própria, um dia preferiu Barrabás a Jesus, em lamentável engano. Atentos a isso, onde estiveres e como estiveres, coloca-te acima das opiniões humanas, e serve a Jesus servindo à multidão, ofertando à seara do bem o que fores e o que tiveres de melhor.
Emmanuel
Livro Paz e renovação. Médium: Francisco Cândido Xavier
Uma reunião com índios americanos revela um ensinamento importante e urgente.
Agrupados os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Todos calados à espera do pensamento essencial.
Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem.
Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais.
Esses pensamentos são estranhos aos demais. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se alguém falar logo a seguir, são duas as possibilidades que se pode pensar.
Primeira - quem falou está dizendo: Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua fala.
Segunda: Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, está se chamando o outro de tolo. O que é pior do que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz silêncio dentro, começa-se a ouvir coisas que não se ouvia.
Muitos são os cursos oferecidos pelo mundo afora, pretendendo ensinar a falar. Ter uma boa oratória é fundamental nos dias de hoje.
Mas será que apenas saber falar é suficiente? Não estamos esquecendo o que vem antes? Não estamos esquecendo de aprender a ouvir?
Não existem cursos de escutatória, é certo, mas aprender a ouvir corretamente é de suprema importância.
A postura humilde de quem ouve, de quem presta atenção nas palavras do outro, do que o outro diz ou não diz, é a postura do homem de bem.
Ninguém se educa, ninguém cresce, se não aprende a escutar.
Alberto Caieiro dizia que não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Silêncio dentro da alma significa que os pensamentos devem emudecer de quando em vez.
As ideias preconcebidas, a tal maneira como sempre pensei, devem calar um pouco, e considerar algo distinto, saborear o novo.
Todos os grandes da Terra souberam ouvir, souberam se desprender de suas ideias e considerar novas, considerar o algo mais.
Grandes escritores são antes grandes leitores. Sabem escutar outros livros, antes de recitar os seus próprios.
Que possamos aprender a ouvir mais, a respeitar mais a opinião do outro, e assim aprender com todos, independente se sabem mais ou menos do que nós.
Exercitemos a tal escutatória e cultivemos o silêncio na alma, nos pensamentos.
Foi num hospital do câncer que a lição foi dada. A menina tinha 11 anos e lutava, desde os 9, contra a insidiosa doença.
Nunca fraquejou. Chorava, sim, mas não fraquejava. Tinha medo em seus olhos, mas entregava o braço à enfermeira e com uma lágrima, dizia:
Faça, tia, é preciso! E havia confiança e determinação no gesto e na fala.
Um dia, quando o médico a foi visitar no quarto do hospital, ela estava sozinha. Perguntou pela mãe. E ouviu a resposta que, diz ele, até hoje guarda, com profunda emoção:
Tio, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores.
Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer.
Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representa para crianças que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indagou o médico:
E o que a morte representa para você, minha querida?
Olha, tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama, não é?
É isso mesmo, concordou ele, lembrando o que fazia com suas filhas de 2 e 6 anos.
Vou explicar o que acontece, continuou ela. Quando dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto.
Eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o Meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa dEle, na minha vida verdadeira.
Que bela imagem! Que extraordinária lição desse Espírito encerrado num corpo tão jovem e sofrido.
O médico estava boquiaberto, não sabia o que dizer, ante tanta sabedoria.
Mas a menina não terminara ainda.
Minha mãe vai ficar com muitas saudades minhas, emendou ela.
Com um travo na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, o médico perguntou:
E o que saudade significa para você, minha querida?
Não sabe não, tio? Saudade é o amor que fica.
A menina já se foi, há longos anos. Ainda hoje, quando o médico experimentado olha o céu e vê uma linda estrela, imagina ser ela, a sua pequena paciente, na sua nova e fulgurante casa. A casa do Pai.
Toda vez que a morte vier com seus braços frios e levar um dos nossos amores, pensemos que é o Pai que o envolve com ternura e o está levando para Sua casa.
O Pai que, com carinho, o vem buscar para estar com Ele, pois o ama muito.
E pensemos que logo mais poderemos ir também, pois todos os que nos encontramos na Terra seremos levados pelo Pai ao mundo espiritual.
Enquanto isso, cultivemos a doçura da saudade, em nosso coração.
A saudade... O amor dos nossos amores que ficou...