Ao Levantar-se
Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã.
Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retornar as próprias atividades.
Levante-se com calma.
Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto não auxiliam em tempo algum.
Guarde para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem.
Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para qua vida nos abençoe.
(do Livro Sinal Verde, médium Francisco Cândido Xavier, Espírito André Luiz.
Substitui, no teu vocabulário, as más pelas boas palavras.
Expressões chulas e vulgares, talvez estejam na moda, porém “envenenam o coração”.
A palavra é instrumento da vida para a comunicação, o entendimento, e não arma para agressão, violência e vulgaridade.
O uso irregular das palavras corrompe a mente e rebaixa o homem.
O verbo expressa a qualidade moral do indivíduo.
Porque há pessoas que falam bem e são más, não é justo que sendo bom, te apresentes mal.
Para Ler: O Nazareno de Sholen Asch, tradução de Monteiro Lobato
Lendo: O Consolador pelo espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Enquanto é tempo Edgard Armond.
Diálogo com as sombras Hermínio C. Miranda.
Boa Nova pelo Espírito Humberto de Campos, psicografo por Francisco Cândido Xavier.
O Cristianismo Primitivo de Ismael Armond.
Evangelho no Lar à luz do espiritismo de Maria Tonietti Compri.
Os animais têm alma? de Ernesto Bozzano.
Luz Acima, pelo espírito Irmão X, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Lidos: Voltas que a vida dá Zibia Gasparetto - Autores Diversos.
Vida e Atos dos Apóstolos de Caibar Schutel.
Sem o véu das ilusões romance psicografado por Roberto de Carvalho, pelo espírito Basílio.
Para um Mundo Novo, Homens Novos de Demetre Abraão Nami.
Na cortina do tempo Edgard Armond.
A 2ª Morte obra mediúncia de R.A. Ranieri, pelos Espíritos André Luiz e Altino.
Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Desenvolvimento Mediúnico - Mediunidade Prática, Edgard Armound.
O Livro dos Médiuns, Allan Kardec.
Um só Caminho Evolução, Saúde, Reforma Íntima de Ubiraci de Souza Lea.
O Regresso de Glória contos de Jorge Rizzini.
O Céu e o Inferno, Allan Kardec.
Mediunidade Seus aspectos, desenvolvimento e utilização de Edgard Armond.
A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, Allan Kardec.
Jesus no Lar pelo Espírito Neio Lúcio, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Relembrando o passado de Edgard Armond.
Copos que Andam romance do Espírito Antônio Carlos, psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho.
Bem-Aventurados os Simples pelo Espírito Valérium, psicografado por Waldo Vieira.
O Mestre dos Mestres - Jesus, o maior educador da história.
Do outro lado da cruz de Dario Sandri Jr. pelo Espírito Fénelon.
Gotas de luz - O orientador espírita de Renato Ourique de Carvalho pelo Espírito Ramatis.
Temas de hoje problemas de sempre de Richard Simonetti.
Renovando Atitudes de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado pelo Espírito Hammed.
O Duplo Etérico de Major Arthur E. Powell
Aconteceu na Casa Espírita psicografado pelo médium Emmanuel Cristinao pelo Espírito Nora.
O corpo Etérico do homem a ponte da consciência.
Os Chakras Os centros magnéticos vitais do ser humano de C.W. Leadbeater
Passes e Radiações Métodos espíritas de cura, de Edgard Armond.
A cabana das flores - uma escola de almas romance psicografado por Roberto de Carvalho pelo Espírito Basílio.
Cidade no Além de Francisco Cândido Xavier e Heigorina Cunha pelos Espíritos André Luiz e Lucius.
Educadores do coração de Walter Barcelos.
Médiuns e Mediunidade de Divaldo P. Franco pelo Espírito Vianna de Carvalho.
Pais Brilhantes Professores Fascinantes de Augusto Cury.
O Sublime Peregrino obra psicografada por Hercílio Maes, médium de Ramatis.
Gotas de Luz obra psicografada por Beatriz Bérgamo, espírito Ramatis.
Há dois mil anos e 50 Anos Depois pelo espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Pertinho do céu contos do espírito Euzébio, psicografado por Alvaro Basile Portughesi.
O Monge e o Executivo James C. Hunter, uma história sobre a essência da liderança, uma lição sobre como se tornar uma pessoa melhor.
Por muito te amar contos do espírito Euzébio, psicografado por Alvaro Basile Portughesi
Quem tem mdeo da morte?, Um Jeito de Ser Feliz e O céu ao nosso alcance de Richard Simonetti, o romance Paulo e Estêvão, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, Nosso Lar, A Caminho da Luz, Os Mensageiros obras de André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier; Memórias de um suicida, de Yvonne A. Pereira (obra mediúnica); romance Um roqueiro no além, de Nelson Moraes pelo espírito Zílio
Dramas da obsessão pelo Espírito Bezerra de Menezes, de Yvonne A. Pereira.
O Mundo Invisível e a Guerra, de Léon Denis, Edições CELD, Evolução em Dois Mundos pelo Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira,
Ação e Reação pelo Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier.
Mecanismos da Mediunidade pelo Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
Os Exilados da Capela de Edgard Armond, Memórias de um Toxicômano de Marcos Alberto Ferreira, (Espírito) Tiago
A vida no outro mundo de Caibar Schutel
Livros de Estudo:Iniciação Espírita, autores diversos. Programa de aulas completo, abrangendo todo o curso da Escola de Aprendizes do Evangelho - desde a formação do cosmo, da Terra, a evolução planetária, passando pelas três revelações, até os tópicos mais atuais do conhecimento espírita. O Redentor, Edgard Armond. Levantamento amplo e irrestrito sobre a vida, a personalidade, a doutrina e os fatos mediúnicos notáveis que marcaram a trajetória do Cristo na Terra, numa linguagem acessível e concisa. Um dos livros mais lidos e interessantes sobre o Mestre da Galiléia. Entendendo o Espiritismo - Curso Básico autores diversos, Editora Aliança, livro do Curso Básico.
Livros de cabeceira: O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo, Manual Prático do Espírita, Fonte Viva - Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel.
Nos Estados Unidos, o livro Talking to heaven, que reproduz as conversas do médium Van Praagh, com os mortos, tem sido um sucesso.
O autor do livro, que é o próprio médium, defende a tese de que não existe morte, mas apenas vida.
A grande busca de livros como esse e outros do gênero demonstra o interesse dos homens pelo que vulgarmente se chama sobrenatural, nesta virada de milênio.
O ser humano, trazendo em si mesmo a intuição da imortalidade, tem buscado ao longo dos tempos, provar que não é apenas um amontoado de ossos e músculos.
Todavia, mergulhando no corpo físico, pelas portas da reencarnação, grande parte dos seres passa a duvidar da vida após a morte, quando deixa um ser querido nas portas do túmulo e dele se afasta por tempo indeterminado.
Façamos uma comparação que talvez torne mais clara a questão da imortalidade.
Imaginemos que um navio, carregado de emigrantes, parta para destino longínquo.
Leva homens, mulheres e crianças de todas as condições, parentes e amigos dos que ficam.
Algum tempo depois da partida, surge a notícia de que o navio naufragou. Nenhum vestígio resta dele, nenhuma notícia sobre sua sorte.
Acredita-se que todos os passageiros pereceram e o luto penetra em todas as suas famílias.
Entretanto, a equipagem inteira, sem faltar um único homem, foi ter a uma ilha desconhecida, abundante e fértil, onde todos passam a viver ditosos.
Ninguém, todavia, sabe disso.
Porém, um belo dia, outro navio aporta a essa terra e lá encontra sãos e salvos todos os supostos náufragos.
A boa notícia se espalha com a rapidez do relâmpago e todos exclamam felizes: Não estão perdidos os nossos amigos e familiares! E rendem graças a Deus.
E, embora não possam ver-se uns aos outros, correspondem-se e permutam demonstrações de afeto e, assim, a alegria substitui a tristeza e a saudade se transforma em esperança de um reencontro futuro.
Tal é a imagem da vida terrena e da vida de Além-túmulo.
O segundo navio, por comparação, seriam as inúmeras mensagens dos mortos, ditadas através dos médiuns, trazendo-nos a boa notícia da sobrevivência dos que partiram antes de nós.
E, para quem busca, com sinceridade, as provas da vida após a morte, as encontrará na vasta literatura que fala sobre o assunto.
Durante o sono podemos manter contato com os seres que já partiram para a Pátria espiritual.
Ao contrário do que se pensa, os encontros entre vivos e mortos são muito comuns.
Tanto isso é uma realidade, que vários filmes e telenovelas enfocam o assunto com naturalidade.
Assim, o fato de sabermos que as pessoas que amamos continuam vivas no Além-túmulo é, verdadeiramente, uma notícia consoladora.
É bastante comum se ouvir comentários de que quem morre não volta. Em torno desta assertiva, muitos ousam afirmar que, portanto, ninguém tem certeza se há mesmo algo para além deste mundo.
Estão equivocados, contudo, os que assim pensam e se expressam. Os Espíritos retornam, sim, depois da morte física, para atestarem o seu amor aos que deixaram na Terra.
Ou para dizerem da sua dor, do seu arrependimento por algumas atitudes tomadas, enquanto estavam por aqui.
Você pode pensar que tudo isso é somente uma questão de crença.
Mas, não é verdade. Se você é cristão, deve recordar que o nosso Mestre e Senhor deu a maior prova de que se pode retornar após a morte.
Enquanto entre os homens, Ele, certo dia, subiu ao Monte Tabor e ali, ante os apóstolos Pedro, Tiago e João, conversou com os Espíritos materializados de Moisés e Elias.
Ora, Elias era um profeta que morrera há muitos séculos. Moisés, da mesma forma.
Portanto, eram Espíritos que ali se manifestaram, conversando com Jesus.
Depois da morte na cruz, Jesus se apresenta para Maria Madalena, no Jardim de José de Arimatéia.
Ela O reconhece como sendo o seu Senhor. E, sai, feliz, para a cidade, a fim de contar a novidade para os amigos do colégio apostólico.
No caminho de Emaús, dois discípulos encontram um estranho que segue com eles. Conversam a respeito dos últimos acontecimentos de Jerusalém.
A prisão do Mestre, o julgamento arbitrário na calada da noite, o suplício, a morte na cruz.
O estranho lhes fala e os elucida a respeito de coisas que não haviam entendido.
Quando chegam ao seu destino, convidam-no a ficar com eles. Afinal, desce a noite.
Durante a refeição, ao partir o pão, eles se dão conta que aquele é o Mestre que voltara do vale da morte.
No cenáculo, Jesus aparece aos apóstolos reunidos. Identifica-se: Sou Eu, não temais!
Fica com eles. Conforta-lhes os corações.
Aparece e desaparece, muitas vezes, em lugares totalmente fechados.
Em outro momento, os aguarda na praia. Orienta-os no rumo da divulgação da Sua doutrina.
Depois de quarenta dias, aos olhos de uma quase multidão de 500 pessoas, Ele desaparece.
Mais tarde, apareceria presente outra vez, no caminho de Damasco, para o jovem de Tarso.
Não somente aparece. Mas indaga e orienta a Saulo acerca do que deve fazer.
E, ainda, apareceria ao velho apóstolo Pedro, na Via Ápia, na manhã de luz, a caminho de Roma.
Aonde vais, Senhor? Indaga o velho apóstolo.
Eu vou para Roma, Pedro, para tornar a ser crucificado. Vou para ficar com os meus, desde que tu os abandonas.
E Pedro, envergonhado, volta para o cárcere, entregando-se voluntariamente, a fim de morrer, pouco tempo depois com heroísmo.
Ora, se nosso Modelo e Guia tantos exemplos deu de que o Espírito vive e retorna após a morte física, que desejamos mais para crer?
A morte não é o fim. É a continuidade da vida em outra dimensão.
Você pode não crer e achar que está certo.
Ou você pode pensar a respeito e concluir que racionalmente assim deve ser.
Somente não negue aos amores que partiram a sua certeza de que eles continuam a amá-lo, além das fronteiras da vida física.
Não é necessário que alguém acredite na existência de entidades espirituais para que elas atuem das formas mais diversas na vida das pessoas.
Não se faz indispensável que alguém seja espiritualista a fim de estar às voltas com as ações de Espíritos desencarnados, nos caminhos humanos.
É importante lembrar que a Humanidade terrena é composta por todos os Espíritos que o Criador a ela destinou, em razão da lei de afinidades, e os colocou sob a coordenação de Jesus, o Cristo.
Daí, não será difícil compreender que num mundo com tantas potencialidades, com tantos recursos a serem explorados, como é a Terra, a grande massa dos Espíritos a ele vinculados se acha desencarnada.
Há mais Espíritos no plano espiritual (erraticidade é um termo usado por Kardec mas que só é entendida no contexto espírita) do que reencarnados. Isso explica porque o número dos mortais cresceu tanto, através dos séculos.
Vivendo essa realidade de um mundo considerado em dois níveis gerais, o nível dos que estão no corpo físico e o dos que se encontram fora dele, não é surpreendente a constatação de que ocorram influências recíprocas de um nível sobre o outro.
Imensa é a leva de desencarnados que procura contatar os encarnados, seja para ajudar, em qualquer coisa, seja para participar de qualquer tarefa, ou seja para perturbar, de qualquer forma.
Enorme é a massa de encarnados que deseja contatar os desencarnados, seja para pedir uma ajuda banal, seja para vingar-se de desafetos ou seja para rogar um socorro direto em casos complexos.
Há entidades espirituais que gostam somente de fazer o bem, de ajudar para o bem, de participar de qualquer esforço pelo bem.
No entanto, há outras inteiramente voltadas para o contrário, dando vazão às suas inclinações inferiores, ainda não devidamente transformadas.
Uma vez que você sabe disso, observe o tipo de sintonias, de contatos mentais que faz e que deseja fazer com os Espíritos.
Analise os conteúdos dos seus pedidos dirigidos ao Além e o teor das suas expectativas diante da vida, mantendo a certeza de que quaisquer que sejam suas buscas, alguma entidade espiritual a elas se associará.
As suas decisões quanto ao seu estilo de vida, as suas relações de afeto ou desafeto, ao rumo que dê às suas realizações na faixa da honestidade ou da desonestidade, funcionarão como tomadas ideais para a sua ligação com nobres mensageiros da luz ou com desafortunados agentes da sombra.
Busque Jesus e una-se a Ele em tudo o que faça. Viva com alegria interior, aprenda a enfrentar e superar problemas sem ódios, sem guardar mágoas de ninguém.
Solte-se. Viva em clima de liberdade espiritual, por conservar o coração e a mente livres de vínculos com Espíritos perturbadores.
Busque Jesus e tudo o que se refira ao bem, e esteja certo de usufruir a melhor assistência invisível, atraída por suas felizes predisposições morais.
Quando um familiar morre e volta ao mundo dos Espíritos, não se torna melhor nem pior do que era quando no corpo físico.
Por essa razão, não o perturbe com pedidos que ele não pode ou não deve atender.
Confie sempre em Deus, Pai de todos nós, e a Ele dirija a sua prece ou o seu pedido.
Mas lembre-se de levar em conta que o Pai conhece nossas necessidades e sempre nos dá o que precisamos, que nem sempre é o que queremos.
É pela educação que as gerações se transformam e aperfeiçoam. Para uma sociedade nova são necessários homens novos. Por isso, a educação desde a infância é de importância capital.
Não basta providenciar a instrução da criança. Ela deve aprender a se conduzir como ser consciente e racional. Isto é tão necessário como saber ler, escrever e contar.
É entrar na vida, armado, não só para a luta material, mas, principalmente, para a luta moral.
Para despertar na criança as primeiras aspirações ao bem, para corrigir um caráter difícil, são precisos, por vezes, a perseverança, a firmeza, uma ternura de que somente o coração de um pai ou de uma mãe pode ser capaz.
Essa tarefa, no entanto, não é tão difícil quanto se pensa, pois não exige uma ciência profunda. Grandes e pequenos a podem realizar, desde que se compenetrem do alvo elevado e das conseqüências da educação.
Bonita lição foi a ocorrida em um supermercado. A jovem mãe tinha cerca de 27 anos e o menino, uns 2. Ele se mostrava birrento, teimoso e violento. Ela, forte, serena e irredutível.
O local era uma prateleira de supermercado recheada de chocolates. O menino parecia uma fera. Queria, porque queria, cinco. Ela, firme, dizia que ele poderia levar apenas um.
Foi uma aula de maternidade. O menino gritava, chorava tão forte e doído que parecia estar apanhando.
Batia os pés, rolava no chão, ameaçava derrubar a prateleira toda. Tudo inútil.
Sem usar de violência física ou erguer a voz, a mãe o obrigava a escolher. “ou leva um só ou não leva nenhum. Vai ter de escolher.”
A voz não era de quem tem raiva. Era de quem guarda certeza do que está fazendo. Mais ou menos 15 espectadores observavam o acontecimento, aglomerando-se no corredor do supermercado.
Foram dez minutos dolorosos, no final dos quais o pequeno aceitou sua derrota. Os gritos e os pontapés foram diminuindo. Por fim, ele parou com a manha, aceitou a mão da mãe e saiu do supermercado com sua única barra de chocolate.
O resto ficou lá, na prateleira. Perdeu o supermercado. Venceu a mãe. Venceu a educação.
Desde que o mundo é mundo, crianças querem porque querem, certas coisas. Muitos pais cedem, ou para não enfrentar o incômodo da birra, ou porque temem os olhares de eventual desaprovação de quem os observa.
Os que não educam os seus filhos, os verão sofrer na vida, fazer sofrer a outros e perder a chance de progresso.
São fabulosos os pais que proíbem, sem raiva, e dão o necessário, sem dar demais.
A nossa sociedade tem mentalidade de supermercado. Oferece mil prateleiras com tentações e incita os imaturos a consumir mais do que precisam.
Por isso mesmo, são dignos de aplauso os casais que educam seus filhos para não consumir demais, a fazer escolhas, a crescer, a amadurecer.
Os espíritos que habitam os corpos dos nossos filhos vêm coabitar conosco para que os ajudemos a vencer os seus defeitos e os preparemos para os deveres da vida.
Estudemos, desde o berço, as tendências que a criança trouxe das suas existências anteriores. Apliquemo-nos a desenvolver as virtudes e aniquilar os vícios.
Que não nos detenham a fadiga, nem o excesso de trabalho.
Auxiliemos a transformação social. Transformemos a face do mundo, pelo caminho da educação.
Conta-se que um espírito, pronto para renascer, perguntou a Jesus:
Dizem-me que estarei sendo enviado à terra amanhã...tomarei um corpinho de criança e gostaria de saber como é que eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?
E Jesus disse-lhe:
Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para cuidar de você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.
Mas o espírito ainda um pouco preocupado falou novamente com Jesus: diga-me, o que preciso fazer para ser feliz? Serei feliz lá?
E Jesus lhe respondeu: seu anjo cantará e sorrirá para você... A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz."
E como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que os adultos falam?
Jesus o consolou dizendo:
Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a pronunciar as primeiras palavras e assim você reaprenderá a falar.
E como poderei andar, se minhas pernas serão frágeis e incapazes de sustentar o meu corpinho?
O Benfeitor acalmou-o:
Para sustentá-lo você terá os braços do seu anjo, que velará noite e dia por você.
E o espírito insiste: e o que farei quando quiser falar com o Senhor?
Jesus esclareceu com carinho: seu anjo lhe falará de mim e do nosso pai que é Deus, o Criador de todas as coisas, e lhe ensinará a entrar em contato comigo através da oração.
Eu ouvi dizer que na terra há homens maus. Quem me protegerá?
Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.
Mas eu serei sempre triste porque eu não o verei mais por muito tempo.
Seu anjo sempre lhe falará sobre os meus ensinamentos, lhe ensinará a maneira de vir a mim, e eu estarei sempre com você.
Naquele momento havia muita confiança no coração daquela futura criança, e as vozes da terra já podiam ser ouvidas.
Nesse instante o espírito, apressado, fez sua última pergunta:
Oh Jesus, já estou pronto para ir agora, diga-me por favor o nome do meu anjo.
E Jesus, olhando-o com ternura respondeu: "você chamará seu anjo... de mãe!
Cabe à mulher, que tem a honra de receber os filhos de Deus para ajudá-los a evoluir, a nobre missão de conduzí-los ao Criador, ensinando-os a viver com dignidade e fé.
Cabe ao homem, que se faz pai, a responsabilidade de assumir a paternidade com sobriedade e honradez.
Cabe ao pai e à mãe, na condição de co-criadores com Deus, a grandiosa missão de elevar a humanidade aos altos planos da felicidade, tomando das mãos dos homens, ainda crianças, para que aprendam a trilhar os caminhos dos verdadeiros homens de bem.
Egoísmo é descrito como das mais terríveis enfermidades da alma e o maior obstáculo ao melhoramento social.
É a persistência em nós desse individualismo feroz que caracteriza o animal, como vestígio do estado de inferioridade.
Quase sempre, quando se menciona o egoísmo, nos vêm à mente os que acumulam grandes riquezas e a quem nada de material falta.
São vistos em manchetes constantes, em viagens internacionais, festas elegantes, banquetes luxuosos, iates e aviões particulares.
Ou então cogita-se das nações civilizadas, excessivamente ricas que tanto têm e não repartem com as nações pobres.
Essa é a nossa visão. Mas, convenhamos, um tanto distorcida. Se pensarmos bem, acabaremos por descobrir que todos somos um pouco ou um tanto egoístas.
Observemos no lar como funcionam as coisas. Levantamo-nos da mesa e não nos preocupamos em retirar o nosso prato e talheres, ou sequer recolocar a cadeira no lugar.
Quando nos vamos servir, não pensamos em divisão, mas em encher e muito o nosso prato.
Quando nos dispomos a assistir televisão, é tal o egoísmo que sequer cogitamos de combinar uma espécie de escala para que cada componente da família escolha, em um dia, a programação de sua eleição e juntos assistamos ora um, ora outro programa, a todos satisfazendo.
Nosso egoísmo é tamanho que preferimos logo ter uma televisão para cada um, em seu próprio quarto, para nunca ter que ceder ou deixar de ter atendida a sua vontade.
Quando andamos pelas ruas, em dias de chuva, somos tão egoístas que, mesmo estando com o guarda-chuva, desejamos andar debaixo das marquises, em vez de deixá-las para aqueles que foram apanhados desprevenidos pela intempérie.
Quando tomamos o coletivo para os deslocamentos urbanos, nosso egoísmo é tão grande que nem olhamos para o lado, a fim de não descobrirmos que alguém idoso, ou com criança ao colo ou deficiente, precisaria muito mais do que nós do assento em que nos acomodamos.
E pensamos tanto em nós mesmos, que nem esperamos que os passageiros desçam do ônibus e já vamos entrando, empurrando.
Que importa se os demais precisam sair? Nós desejamos entrar e logo, às pressas, para conseguirmos um lugar para sentar.
No ambiente de trabalho, fala alto também o egoísmo. Quando alguém nos deve substituir durante um período de férias, preferimos não ensinar tudo ao substituto, para que ele, por sua dedicação e competência, não venha a suplantar-nos e nós acabemos sobrando.
Em matéria religiosa, não somos diferentes. Cada qual deseja ter a exclusividade da verdade, do conhecimento e merecer, por isso, o reino dos céus.
Quantos nos afirmamos os exclusivos filhos de Deus, esquecidos de que Deus é um só. O único Criador. De todos. De tudo. E com o mesmo amor que nos ama, ama a todos os demais.
Aquele que não simplesmente aproveita o trabalho já encetado por outros mas, ao contrário, sabe cooperar, espalha ao redor de si tudo que tem de bom e se sente mais feliz.
Está consciente de ser um membro útil à sociedade. Interessa-lhe tudo o que se realiza no mundo, tudo o que é grande e belo sensibiliza-o e comove.
Sua alma vibra em harmonia com todos os Espíritos esclarecidos e generosos e em pé, como campeão ou como soldado, está pronto a participar de todos os grandes trabalhos, a penetrar em novos caminhos, a fecundar o patrimônio comum da Humanidade.