Ao Levantar-se
Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã.
Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retornar as próprias atividades.
Levante-se com calma.
Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto não auxiliam em tempo algum.
Guarde para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem.
Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para qua vida nos abençoe.
(do Livro Sinal Verde, médium Francisco Cândido Xavier, Espírito André Luiz.
Substitui, no teu vocabulário, as más pelas boas palavras.
Expressões chulas e vulgares, talvez estejam na moda, porém “envenenam o coração”.
A palavra é instrumento da vida para a comunicação, o entendimento, e não arma para agressão, violência e vulgaridade.
O uso irregular das palavras corrompe a mente e rebaixa o homem.
O verbo expressa a qualidade moral do indivíduo.
Porque há pessoas que falam bem e são más, não é justo que sendo bom, te apresentes mal.
Para Ler: O Nazareno de Sholen Asch, tradução de Monteiro Lobato
Lendo: O Consolador pelo espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Enquanto é tempo Edgard Armond.
Diálogo com as sombras Hermínio C. Miranda.
Boa Nova pelo Espírito Humberto de Campos, psicografo por Francisco Cândido Xavier.
O Cristianismo Primitivo de Ismael Armond.
Evangelho no Lar à luz do espiritismo de Maria Tonietti Compri.
Os animais têm alma? de Ernesto Bozzano.
Luz Acima, pelo espírito Irmão X, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Lidos: Voltas que a vida dá Zibia Gasparetto - Autores Diversos.
Vida e Atos dos Apóstolos de Caibar Schutel.
Sem o véu das ilusões romance psicografado por Roberto de Carvalho, pelo espírito Basílio.
Para um Mundo Novo, Homens Novos de Demetre Abraão Nami.
Na cortina do tempo Edgard Armond.
A 2ª Morte obra mediúncia de R.A. Ranieri, pelos Espíritos André Luiz e Altino.
Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Desenvolvimento Mediúnico - Mediunidade Prática, Edgard Armound.
O Livro dos Médiuns, Allan Kardec.
Um só Caminho Evolução, Saúde, Reforma Íntima de Ubiraci de Souza Lea.
O Regresso de Glória contos de Jorge Rizzini.
O Céu e o Inferno, Allan Kardec.
Mediunidade Seus aspectos, desenvolvimento e utilização de Edgard Armond.
A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, Allan Kardec.
Jesus no Lar pelo Espírito Neio Lúcio, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Relembrando o passado de Edgard Armond.
Copos que Andam romance do Espírito Antônio Carlos, psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho.
Bem-Aventurados os Simples pelo Espírito Valérium, psicografado por Waldo Vieira.
O Mestre dos Mestres - Jesus, o maior educador da história.
Do outro lado da cruz de Dario Sandri Jr. pelo Espírito Fénelon.
Gotas de luz - O orientador espírita de Renato Ourique de Carvalho pelo Espírito Ramatis.
Temas de hoje problemas de sempre de Richard Simonetti.
Renovando Atitudes de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado pelo Espírito Hammed.
O Duplo Etérico de Major Arthur E. Powell
Aconteceu na Casa Espírita psicografado pelo médium Emmanuel Cristinao pelo Espírito Nora.
O corpo Etérico do homem a ponte da consciência.
Os Chakras Os centros magnéticos vitais do ser humano de C.W. Leadbeater
Passes e Radiações Métodos espíritas de cura, de Edgard Armond.
A cabana das flores - uma escola de almas romance psicografado por Roberto de Carvalho pelo Espírito Basílio.
Cidade no Além de Francisco Cândido Xavier e Heigorina Cunha pelos Espíritos André Luiz e Lucius.
Educadores do coração de Walter Barcelos.
Médiuns e Mediunidade de Divaldo P. Franco pelo Espírito Vianna de Carvalho.
Pais Brilhantes Professores Fascinantes de Augusto Cury.
O Sublime Peregrino obra psicografada por Hercílio Maes, médium de Ramatis.
Gotas de Luz obra psicografada por Beatriz Bérgamo, espírito Ramatis.
Há dois mil anos e 50 Anos Depois pelo espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Pertinho do céu contos do espírito Euzébio, psicografado por Alvaro Basile Portughesi.
O Monge e o Executivo James C. Hunter, uma história sobre a essência da liderança, uma lição sobre como se tornar uma pessoa melhor.
Por muito te amar contos do espírito Euzébio, psicografado por Alvaro Basile Portughesi
Quem tem mdeo da morte?, Um Jeito de Ser Feliz e O céu ao nosso alcance de Richard Simonetti, o romance Paulo e Estêvão, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, Nosso Lar, A Caminho da Luz, Os Mensageiros obras de André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier; Memórias de um suicida, de Yvonne A. Pereira (obra mediúnica); romance Um roqueiro no além, de Nelson Moraes pelo espírito Zílio
Dramas da obsessão pelo Espírito Bezerra de Menezes, de Yvonne A. Pereira.
O Mundo Invisível e a Guerra, de Léon Denis, Edições CELD, Evolução em Dois Mundos pelo Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira,
Ação e Reação pelo Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier.
Mecanismos da Mediunidade pelo Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
Os Exilados da Capela de Edgard Armond, Memórias de um Toxicômano de Marcos Alberto Ferreira, (Espírito) Tiago
A vida no outro mundo de Caibar Schutel
Livros de Estudo:Iniciação Espírita, autores diversos. Programa de aulas completo, abrangendo todo o curso da Escola de Aprendizes do Evangelho - desde a formação do cosmo, da Terra, a evolução planetária, passando pelas três revelações, até os tópicos mais atuais do conhecimento espírita. O Redentor, Edgard Armond. Levantamento amplo e irrestrito sobre a vida, a personalidade, a doutrina e os fatos mediúnicos notáveis que marcaram a trajetória do Cristo na Terra, numa linguagem acessível e concisa. Um dos livros mais lidos e interessantes sobre o Mestre da Galiléia. Entendendo o Espiritismo - Curso Básico autores diversos, Editora Aliança, livro do Curso Básico.
Livros de cabeceira: O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo, Manual Prático do Espírita, Fonte Viva - Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel.
Aquela era uma noite como outra qualquer para aquele moço que voltava para casa pelo mesmo roteiro de sempre, há três anos.
Ele seguia tateando com sua bengala para identificar os acidentes do caminho, que eram seus pontos de referência, como todo deficiente visual.
Mas, naquela noite, uma mudança significativa havia acontecido no seu caminho: um pequeno arbusto, que lhe servia de ponto de referência e estava ali pela manhã, fora arrancado.
A rua estava deserta e ele não conseguia mais encontrar o rumo de casa. Andou por algum tempo, e percebeu que havia se afastado bastante da sua rota, pois verificou que estava numa ponte sobre o rio que separa a sua cidade da cidade vizinha.
Era preciso encontrar o caminho de volta. Mas como, sem o auxílio da visão?
Começou a tatear com sua bengala, quando uma voz trêmula de mulher lhe indagou:
- O senhor está encontrando alguma dificuldade?
- Acho que me perdi, respondeu o rapaz.
- Foi o que pensei, comentou a mulher.
- Quer que o acompanhe a algum lugar?
O rapaz lhe deu o endereço e ela, oferecendo-lhe o braço, o conduziu até à porta de casa.
- Não sei como lhe agradecer, falou o moço.
- Eu é que lhe devo um sincero agradecimento, respondeu ela, já com voz firme.
- Não compreendo, retrucou o rapaz.
E a jovem senhora então explicou:
- Há uma semana meu marido me abandonou. Eu estava naquela ponte para me suicidar, pois geralmente àquela hora está deserta. Aí encontrei o senhor tateando sem rumo e mudei de idéia.
A mulher disse boa noite, agradeceu mais uma vez, e desapareceu na rua deserta.
Também, em nossas vidas, talvez tenhamos passado por experiências semelhantes à das personagens dessa história.
Quantas vezes já não sentimos vontade de sumir, de pôr um fim ao sofrimento que nos visita e um braço amigo nos sustentou antes da queda.
Ou, quiçá, já tenhamos nos sentido perdido, sem rumo, sem esperança, e uma voz se fez ouvir e nos indicou uma saída.
Quem já não se sentiu numa situação assim, vivendo ora como o socorro que chega, ora como o socorrido?
Tudo isso nos dá a certeza de que nunca estamos sós.
Alguém invisível vela por nós e nos oferece um braço amigo nas horas de desespero. Ou, então, inspira-nos a oferecer nosso apoio a alguém que está à beira do abismo.
A esse alguém é que alguns chamam anjo da guarda e outros de espíritos protetores. Não importa o nome que lhes demos, importa é que seguem conosco vida afora, sem cansaço.
Pense nisso!
Você costuma olhar ao seu redor, no seu dia-a-dia?
Costuma prestar atenção naqueles que seguem com você pelo mesmo caminho?
Se já tem o hábito e a sensibilidade de se importar com os semelhantes, talvez tenha sido um anjo desses a alguém em desespero.
E se ainda não havia pensado nisso, pense agora. E comece a ser um braço amigo sempre disposto a conduzir alguém com segurança.
A natureza sempre nos oferece grandes e belos ensinamentos, basta que prestemos atenção nos mínimos detalhes.
É o caso, por exemplo, da semente de do fruto.
E, quando falamos em semente e fruto, logo nos vem à mente a germinação das sementes de trigo, milho, feijão entre outras.
Mas não são só essas sementes que nascem e frutificam. As sementes do bem e do mal que espalhamos germinam também com toda certeza e precisão.
Há sementes de germinação rápida, como a da couve, por exemplo, e há outras de germinação lenta, como a do carvalho.
Todas, porém, nascem, crescem e dão fruto em seu devido tempo.
O mesmo acontece com a sementeira do bem e do mal. Algumas sementes nascem de pronto, outras são de germinação tardia.
A terra não guarda nenhuma semente viva em seu seio: todas as que ali são lançadas dali surgem com seus respectivos frutos.
Fenômeno semelhante ocorre no terreno espiritual: o bem ou o mal, a verdade ou a mentira, o amor ou o desamor, a justiça ou a injustiça, uma vez semeadas, nascerão fatalmente e darão frutos conforme suas respectivas espécies.
Jesus, o grande Sábio da humanidade, ensinou-nos essas coisas quando falou que uma árvore boa não dá frutos maus e uma árvore má não pode dar bons frutos.
E ainda afirmou que não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas dos abrolhos".
Tudo isso quer dizer que o que semeamos hoje, colheremos logo mais, assim como a colheita de hoje resulta do plantio feito no passado, que pode ser próximo ou remoto.
É por essa razão que são necessárias várias existências para plantar e colher, preparar o solo e semear novas sementes.
E essa lei de causa e efeito, ou de ação e reação, tem por finalidade o progresso intelectual e moral do homem.
Quando colhemos os frutos amargos das semeaduras infelizes, aprendemos a selecionar melhor as sementes para os plantios futuros, e é isso que Deus espera de cada filho seu.
Dessa forma, de existência em existência vamos aperfeiçoando nosso campo íntimo, arrancando as ervas daninhas e cultivando a erva boa das virtudes.
Portanto, pela semeadura de hoje podemos precisar como será nossa colheita futura.
Assim como não devemos lançar a culpa em ninguém pela colheita que estamos fazendo hoje, por sermos os únicos responsáveis por ela.
Afinal, foi o próprio cristo que assegurou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.
Tratemos, pois, de tomar os devidos cuidados com as sementes que estamos lançando no solo nos dias atuais.
Pense nisso!
Jesus, muitas vezes ensinou por parábolas. Vale a pena retirar delas as lições para as nossas vidas.
Certa vez Ele falou que o homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, porque a boca fala daquilo de que o coração está cheio".
Essas poucas palavras do Mestre já nos dão muito material para reflexões.
Perguntas feitas com a voz do desespero, da depressão, da revolta, deixando clara a ausência da indispensável compreensão do funcionamento das Leis Divinas sobre a Terra.
Criamos um Deus à nossa imagem e semelhança, fazendo-O vingativo, cruel, tirano.
Esquecemos do Deus Pai, carinhoso, atencioso, apresentado por Jesus.
Não nos recordamos do Deus “Inteligência Suprema”, do Deus “soberanamente justo e bom”, desvelado pela Doutrina dos Espíritos.
Ninguém sofre na Terra em função de castigo divino.
O que se convencionou chamar de “castigo divino” é, de fato, a manifestação do amor de Deus para com Seus filhos.
É este amor que lhes concede oportunidades novas para reaprender, para refletir e trabalhar por redimir-se.
Por outro lado, nenhuma alma se acha no planeta à revelia das celestes deliberações.
Então, todos os que na Terra se encontram hoje, estão por motivos ponderáveis, e ainda quando não consigam enxergar tais razões, estas não deixam de existir.
Importante, então, será desenvolver a consciência de que tudo o que sofremos durante a vida corporal tem um grave motivo perante as Leis de nosso Pai.
Cumpre-nos o esforço para o amadurecimento do intelecto e do senso moral, de maneira que passemos a refletir melhor sobre a ação de Deus em nosso campo de provações.
Provações não são manifestações de um Deus cruel, provocativo, conforme o pensamento imaturo pode ainda crer.
Provas são experiências requeridas ou aceitas por nós, que têm por objetivo proporcionar o crescimento espiritual.
E as expiações, nada mais são do que acertos que fazemos com as Leis que infringimos.
Se retiro algo do lugar – gero a conseqüência de recolocar na sua localidade original.
Se estrago, firo, rompo alguma coisa, gero conseqüentemente a obrigação, que é apenas minha, de consertar, curar e restaurar.
São mecanismos das Leis Divinas que buscam nos impedir de recair no equívoco, de trilhar caminhos que nos afastam de nossos maiores objetivos.
Nas Leis de Deus vamos encontrar sempre mecanismos de “educação”, e nunca de ódio, vingança e punição por si só.
Com certeza nos espantaremos, ao descobrir que as alfinetadas da vida, as dores, tragédias e incômodos, em sua grande maioria, são causadas por nós mesmos, aqui nesta encarnação.
Sim, de regra, as aflições com causa atual são em maior vulto.
Isto nos mostra que podemos reduzir grande parte de nosso sofrimento, se tomarmos atitudes enérgicas em relação à nossa postura perante o Mundo.
Deus nos dá os meios de conseguirmos pois, além de não desejar nosso mal, quer nossa felicidade, nossa maturidade espiritual.
Você sabia?
Você sabia que em “O livro dos Espíritos”, Allan Kardec classifica as causas de nossas aflições em duas categorias maiores?
Explicam, ele e os Espíritos, que temos vicissitudes com causas atuais, isto é, conseqüências naturais do caráter e do proceder dos que as suportam.
E também as de causas anteriores, que são as dores que não encontram causa nesta existência.
Elucidam eles, que se as causas não estão na atual encarnação, estão no passado da alma, em outras vidas.
Conta-se que um jovem lenhador ficara impressionado com a eficácia e rapidez com que um velho e experiente lenhador da região onde morava, cortava e empilhava madeiras das árvores que cortava.
O jovem o admirava, e o seu desejo permanente era de, um dia, tornar-se tão bom, senão melhor, que aquele homem, no ofício de cortar madeira.
Certo dia, o rapaz resolveu procurar o velho lenhador, no propósito de aprender com quem mais sabia.
Enfim ele poderia tornar-se o melhor lenhador que aquela cidade já tinha ouvido falar.
Passados apenas alguns dias daquele aprendizado, o jovem resolvera que já sabia tudo, e que aquele senhor não era tão bom assim quanto falavam.
Impetuoso, afrontou o velho lenhador, desafiando-o para uma disputa: em um dia de trabalho, quem cortaria mais árvores.
O experiente lenhador aceitou, sabendo que seria uma oportunidade para dar uma lição ao jovem arrogante.
Lá se foram os dois decidir quem seria o melhor.
De um lado, o jovem, forte, robusto e incansável, mantinha-se firme, cortando as suas árvores sem parar.
Do outro, o velho lenhador, desenvolvendo o seu trabalho, silencioso, tranqüilo, também firme e sem demonstrar nenhum cansaço.
Num dado momento, o jovem olhou para trás a fim de ver como estava o velho lenhador, e qual não foi a sua surpresa, ao vê-lo sentado.
O jovem sorriu e pensou: Além de velho e cansado, está ficando tolo. Por acaso não sabe ele que estamos numa disputa?
Assim, ele prosseguiu cortando lenha sem parar, sem descansar um minuto.
Ao final do tempo estabelecido, encontraram-se os dois, e os representantes da comissão julgadora foram efetuar a contagem e medição.
Para a admiração de todos, foi constatado que o velho havia cortado quase duas vezes mais árvores que o jovem desafiante.
Este, espantado e irritado, ao mesmo tempo, indagou-lhe qual o segredo para cortar tantas árvores, se, uma ou duas vezes que parara para olhar, o vira sentado e tranqüilo.
Ele, ao contrário, não havia parado ou descansado nenhuma vez.
O velho, sabiamente, lhe respondeu:
Todas as vezes que você me via assentado, eu não estava simplesmente parado, descansando. Eu estava amolando o meu machado!
Reflitamos sobre o ensino trazido pelo conto.
Obviamente, com um machado mais afiado, o poder de corte do velho lenhador era muito superior ao do jovem.
Este, embora mais vigoroso na força, certamente não percebeu que, com o tempo, seu machado perdia o fio, e com isso perdia a eficácia.
Quando chegamos em determinadas épocas de nossas vidas, como o fim de mais um ano de trabalho, de esforço, de empreendimento, esta lição pode ser muito bem aplicada.
É tempo de amolar o machado!
Embora achemos que não possamos parar, que tempo é dinheiro, que vamos ficar para trás, perceberemos, na prática, que se não pararmos para amolar o machado, de tempos em tempos, não conseguiremos êxito.
Amolar o machado não é apenas descansar o corpo, é também refletir, avaliar, limpar a mente e reorganizar o nosso íntimo.
Amolar o machado é raciocinar, usar da inteligência para descobrir se estamos usando nossas forças da melhor forma possível.
Assim, guardemos algum tempo para essas práticas realmente necessárias, e veremos, mais tarde, que nosso machado poderá cortar as árvores com muito mais eficiência.
Quando o mundo geme, atormentado, é como um soluço que escapa de nosso peito e busca o Pai Celeste.
Quando as provações visitam a nossa vida, e tudo parece cinza, o coração se agita em busca do Senhor dos Mundos.
E Deus está presente.
A grande certeza que assinala nossa vida é a existência de um Pai amoroso, que vela por nós.
Esqueçamos tudo o que nos disseram sobre um Deus vingativo. Apaguemos de nossa mente a imagem de um Deus mesquinho, que aplica punições para Seus filhos. Essas coisas são criação humana.
Deus é todo amor. Causa de todas as coisas, Senhor dos Mundos, Ele nos criou por Sua vontade.
Deu-nos a preciosa vida, plantou em nós as sementes dos sentimentos, deixou florescer inteligência, livre-arbítrio e sorrisos.
Ao longo dos milênios, esse Divino Amor nos segue. Acompanha nossa trajetória, testemunha nossos erros e acertos. E aguarda. Sim, pacientemente Deus aguarda.
Ele espera o fim de nosso tempo de tempestades, de turbulência íntima.
Sabe que é passageira essa época atormentada, em que ainda não sabemos domar os sentimentos, controlar a mente ou ser feliz com as coisas do Espírito.
Ele sabe que estamos em plena era de descobertas. É paciente com esses filhos que agem como crianças tolas, embora sejam homens maduros.
Sim, Deus está ao nosso lado.
Para ver os sinais dessa presença grandiosa, basta aprender a ler o grande livro da natureza.
Cada estrela que reluz no céu é um recado do Pai Celeste. O brilho dos sóis, nas galáxias distantes, nos fala da magnífica Criação além da Terra.
E nos transmite a mensagem silenciosa: mesmo no breu das noites escuras, há luzes de esperança.
Deus está vivo nas flores que criou para enfeitar jardins e campos. Girassóis, lírios, rosas e margaridas traduzem o carinho Divino por todos nós.
Se Deus os veste tão ricamente, muito mais faz por nós.
Cantoria de passarinhos, brisa que agita os cabelos, o espetáculo do mar que brilha ao sol – tudo isso é Deus sussurrando mensagens de beleza e harmonia aos nossos ouvidos cansados, como um hino de esperança.
Por isso não demoremos mais: abramos a janela da alma para Deus. Ele está ali, no templo do nosso coração.
Para amá-lo, aprendamos a cuidar de tudo o que Ele criou. Mesmo que não entendamos alguém, não concordemos com algo ou não gostemos de alguma coisa, esforcemo-nos, ao menos, para respeitar o fruto do trabalho Divino. Já é um belo começo.
Deus sorri de volta quando O buscamos. Portanto, busquemo-Lo.
Um dia, estaremos frente a frente com a morte. E mesmo que tenhamos milhares de amigos, esta será uma experiência solitária, uma viagem individual.
Estaremos diante de nós mesmos. Os parentes, amigos e amores ficarão para trás. Ou terão partido antes.
E nessa hora suprema, haverá somente um ser a quem poderemos chamar com inteira confiança: Deus.
É ao nosso Pai que volveremos os olhos cheios de esperança. E Ele – que nos ama muito – estenderá até nós o Seu amor e seremos abraçados, acolhidos.
No colo desse Pai Divino, nos sentiremos embalados como pequenas crianças. E nosso coração se encherá de imortal alegria.
Dois de novembro. Em todos os cemitérios, o número de pessoas para a visitação é bastante expressivo.
Pessoas viajam quilômetros para vir depositar flores ou acender velas nos túmulos dos familiares ou amigos.
Alguns dedicam este dia para passá-lo no cemitério, quase o dia todo. Afirmam que ali estão ao lado dos seus “amores”.
O fenômeno não é novo e se repete a cada ano. Época que os vendedores de flores e de velas festejam.
A comemoração dos mortos é de iniciativa gaulesa. A Gália ocupava o território que hoje corresponde a França.
Os gauleses festejavam no dia primeiro de novembro a Festa dos Espíritos, que se realizava não nos cemitérios mas sim em cada habitação, onde os videntes e médiuns da época evocavam as almas dos defuntos.
No seu entender, os bosques e as áreas de pouca vegetação eram povoadas por Espíritos errantes.
Os gauleses não honravam os cadáveres. A vida verdadeira era a espiritual, a imortal.
Os despojos dos guerreiros mortos, diziam, nada mais eram que invólucros gastos. Para surpresa dos seus inimigos, eles os abandonavam nos campos de batalha, como indignos de atenção.
Comunicavam-se com o mundo invisível. O seu templo era a floresta secular. Os murmúrios do vento, o barulho das folhas, produziam em tudo acentos misteriosos, que impressionavam a alma e a levavam à meditação.
O visco, sempre verde, era o símbolo da imortalidade.
Deles podemos colher algumas lições, como seja, de lembrar os nossos afetos ditos mortos como seres vivos que se movimentam na Espiritualidade.
Despojaram-se da carne, mas prosseguem vivos. Portanto, não os devemos procurar nas tumbas frias. Não são habitantes dos jazigos, nem dos cemitérios.
As horas que vivem são distribuídas para o estudo e o trabalho. Nenhuma ociosidade desde que o não fazer nada é extremamente penoso.
Se eles vão aos cemitérios? Naturalmente e, neste dia, em maior número, pois as pessoas os chamam através das lágrimas, as exclamações, as oferendas.
Comparecem aos cemitérios como o fariam a qualquer outro lugar, em que um ou mais corações os chamassem.
Da parte dos que estão encarnados, comparecer ou não aos cemitérios, neste dia, é decisão pessoal.
O importante é se conscientizar de que os nossos amores não estão encerrados nos caixões. Prosseguem em atividades ou recuperação.
Merecem-nos respeito como respeitamos o convalescente no hospital ou o executivo em seu escritório, às voltas com suas tarefas.
Se os quisermos honrar, falar da nossa saudade, a melhor comunicação é o diálogo dulcificado pela oração.
O Espírito do poeta português Camilo Castelo Branco, narrando suas experiências após a morte física, diz da sua surpresa ao observar desenhado em uma tela, qual projeção cinematográfica, o perfil de pessoas que por ele oravam na Terra.
Isto o reconfortava e o auxiliava a superar as dores que o atormentavam.
Deste modo, como as nossas palavras e recordações atingem e influenciam os Espíritos, o amor verdadeiro nos dirá que os vocábulos que saírem das nossas bocas deverão ser tranqüilizadores.
Que as evocações mentais deverão ser sempre as da alegria, das felizes recordações.
Não mentalizemos os que se foram como se estivessem gélidos e imóveis nas urnas funerárias. Ao contrário, pensemos neles ativos, lúcidos, vivendo a nova realidade.
Não deixaram de nos amar. Como nós, têm saudades. Ansiariam estar conosco.
Mas como o aprendizado em que se encontram é de suma importância, não sejamos nós a lhes opor obstáculos e criar algemas.
Se algo lhes desejamos ofertar, que seja a prece sentida e vivida.
Prece que dulcifica a saudade, aproxima as almas e reconforta o Espírito.
Você sabia que os egípcios antigos acreditavam que, após a morte, eles viveriam numa nova terra?
Acreditavam que para gozarem devidamente a vida após a morte necessitavam de comida, bebida e todas as posses que tinham na Terra.
Por isso, todas essas coisas eram postas nos túmulos. O que atraía sempre a cobiça de homens, que lhes violavam as tumbas para se apossarem dos tesouros.